sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

então é natal...

e lá vamos nós para mais um final de ano.
e mais um texto de virada.
e mais um dia depois do outro.
esse ano teve de tudo: teve crise mundial, teve michel jackson morto, teve escândalo em brasília, teve conferência do clima, e no final tem até um filho da puta que enfia um monte de agulhas numa criança de dois anos...
teve coisa pra caralho.
eu desejo que nos próximos dias, meses e anos a gente se ame mais.
é só isso.
e tchau que agora eu tô quase de férias.
e vou pra sp pegar um cinema que ninguém é de ferro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

psiu!

sentei aqui depois de alguns séculos e águas e pontes e tempos.
e toda vez que isso acontece fico me perguntando por que raios só tenho vontade de aparecer quando estou com vontade de explodir porque na verdade estou com vontade de gritar?
a questão é:
até quando?
até quando vou continuar negligenciando minhas vontades, se escondendo dos meus desejos, camuflando meus dissabores, silenciando... silenciando... silenciando.
hoje é o grito.
a noite do grito. e do banho gelado tbm.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

chorinho

Chorar no chuveiro.

Aquele choro contido e abafado.

Mais abafado que o ar que está lá fora.

Lágrima quente, água fria.

Corpo quente, água mais fria.

Desejo quente, realidade ainda mais fria.

E no vai quente, volta frio

O corpo pede sossego.

É um choro assim bem pequeno.

Praticamente um chorinho.

Sem história, sem rima.

Sem voz e cavaquinho.

Silenciado no compasso de um soluço.

Que passa assim bem rápido.

Por que a vida segue em frente,

Inevitavelmente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

fazer parte


eu nunca entendi direito o que é paixão.
só sei que nas últimas semanas me peguei apaixonada.
apaixonada e completamente entorpecida por um ideal, por um grupo de pessoas, por um trabalho absolutamente admirável.
preciso saber onde me encaixo, qual o meu papel ali.
pensar menos e sentir mais, quero perder o medo e botar a mão na massa.
começo no sábado.
o que realmente procuro além do óbvio?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

pelas tabelas

Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim...
só não rola bater as panelas porque não tenho tantas assim...
rsrs.
vou caminhar no lageado.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

terezinha?

hahahahaha.
o trailer já diz tudo.
fiquei com mais vontade ainda de assistir, primeiro porque tudo isso faz parte da minha infância, impossível não acionar uma memória afetiva, segundo porque curto documentários e terceiro porque é a história do chacrinha porra!



zanin, crítico do estadão, para meu grande espanto só se pronunciou assim:
"VAi aí, a seco, a premiação do 13 Festival de Recife. Ganhou o mais polêmico dos longas, Alô, Alô, Teresinha, de Nelson Hoineff, sobre Chacrinha. Aliás, um filme que incorpora o espírito do Velho Guerreiro. E que, portanto, veio para confundir e não para explicar"

hahahaha.
de novo. hahahaha.
assistam o trailer.

água, açúcar, lágrimas e um bom final de feriado.

depois de instalada na nova kit, internet bacana, vizinhos sossegados, passarinhos me acordando toda a manhã e visita da família, faltava apenas me cadastrar em alguma locadora.
por ser a primeira locação só pude trazer dois títulos, claro, eles não me conhecem ainda e posso ser uma inveterada ladra de DVDs, ok.
lá fui eu de volta pra casa com dois filmecos brasileiros, claro, debaixo do braço encerrar meu feriadão debaixo das cobertas.
fazia tempo que eu queria assistir os ditos...
era uma vez... de breno silveira e o signo da cidade de carlos alberto ricceli.
bom... enfim. é isso.
eu gosto mesmo, choro mesmo, inclusive de desespero ao ver o filhote da bruna lombardi com o ricceli pensando que é ator, mas tudo bem, eu curto mesmo assim.
estou voltando a ativa devagarinho. tenham paciência.





quarta-feira, 7 de outubro de 2009

em se plantando, tudo dá.


O que faria com que você deixasse de comprar um chá no mercado e plantasse sua própria erva? Plantando no seu quintal você saberá a procedência do produto e ainda colhe a folha fresquinha, tirada da terra naquele momento. Fernanda Ribeiro da Silva, 24 anos, é técnica florestal e trabalha com extensão rural agroecológica focada no desenvolvimento da agricultura familiar. Fomos conversar com ela para saber um pouco mais das maravilhas de ter em seu próprio quintal um canteiro com plantas medicinais.

“Quando você planta em casa aprende muito mais sobre a planta, adquire uma intimidade com as folhas, acaba estudando quais os benefícios que aquela planta trás, além de estar estimulando a biodiversidade da flora, dos animais, as formigas, os insetos que vêem polinizar, ou seja, você está cuidando de você e dos bichinhos”, sorri Fernanda.

Essa temática além de estar ligada ao meio ambiente também perpassa pela cultura popular, o trabalho da técnica florestal é de resgate dessa cultura que foi se perdendo com o tempo. “Antigamente, principalmente as mulheres, sabiam o que cada plantinha poderia oferecer, hoje a indústria farmacêutica acaba tirando esse conhecimento da população; por exemplo, poucas pessoas sabem que o princípio ativo da novalgina é a mil folhas. É claro que as pessoas devem procurar um médico quando não estiverem bem, mas ter esse conhecimento, essa proximidade com a natureza e tudo que ela pode oferecer ajuda muito, e com certeza previne muitas doenças”, explica.

Hoje em dia a produção de fitoterápicos vem crescendo consideravelmente e as informações são muito mais acessíveis, os recursos de comunicação são mais democráticos. Portanto esse resgate está aumentando cada dia mais, então por que não reservar um pedaço de terra, um pequeno canteiro do seu quintal para plantar camomila, erva-doce ou manjericão?

“A alimentação também cura. Você sabe o que tem na alface? Alface é calmante assim como a erva-doce. Porque ao invés de tomar um analgésico quando está com cólicas você não experimenta tomar um chá de erva-doce e colocar uma bolsa de água quente na barriga primeiro?”, pergunta.

Uma curiosidade contada por Fernanda é que muitas mulheres em assentamentos pelo país, se utilizam de comprimidos de farinha feitos por elas mesmas. Quando a erva é muito amarga ou azeda, é feito um composto com mel e farinha em forma de comprimidos para facilitar a ingestão.

É aconselhável procurar um profissional que trabalhe com fitoterápico para saber a melhor utilização das plantas medicinais. “Procure um profissional, converse com seus avós, os mais velhos possuem conhecimentos incríveis sobre plantas medicinais! É preciso resgatar e valorizar esses conhecimentos!” aconselha.

E será que é difícil começar a plantar em casa? Fernanda diz que não. “Observe seu quintal, veja que horas e onde bate sol, pesquise se aquela planta gosta de água uma ou duas vezes ao dia, se é da mata atlântica que é mais úmida, ou do cerrado que é mais seco, plante no seu quintal, seja feliz!” encerra.

A técnica florestal pede que eu encerre a entrevista enfatizando que o chá é preventivo de muitos males, que é bom acostumar-se a beber chá, é saudável incluir o chá na sua alimentação, mas que é preciso usar o bom senso, tomar cuidado e consultar um especialista. “O chá verde, por exemplo, é muito bom para limpar o organismo, queimar gorduras, é diurético, mas só deve ser tomado uma hora depois das refeições. A má utilização de fitoterápicos e ingestão de chás é preocupante porque da mesma maneira que faz bem pode fazer muito mal. Orientem-se. Um site confiável é o do Ministério da Saúde, existe uma sessão especial para fitoterápicos” finaliza.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

universo feminino

enquanto me falta tempo e sobra falta de imaginação, apresento-lhes meu querido amigo Patrick Landall.

Patrick Landall é um homem solteiro, já teve relações duradouras, outras nem tanto. Trabalha com história, cinema, educação, radialismo, troca lâmpadas, conserta vazamentos, só não lava roupas. Sua idade e localização não importam, ele vai responder suas perguntas porque antes de qualquer coisa é apaixonado por mulher.

pra quem ainda não sabe, sou editora do jornal semanal Universo Feminino, aqui na gélida e aconchegante Botucatu, e patrick responde as dúvidas sentimentais e sexuais da mulherada que lê o jornal. também quer? manda um email: isabela@jornaluniversofeminino.com.br

veja qual foi a da última semana:

Você acha que os homens de hoje em dia ainda são atraídos apenas por mulher gostosa ou mulher inteligente também é atraente?

Cara leitora. Antes de mais, nada vamos partir de um pressuposto: homem gosta de mulher de qualquer jeito. Algumas pesquisas científicas já comprovaram que um homem comum pensa em sexo dez mil vezes por dia. Eu diria que ainda é pouco. Pensamos em sacanagem duzentas milhões de vezes por dia, imaginando como seria traçar a vizinha, a colega de faculdade, a balconista da padaria. Essa é inclusive a única motivação que nos faz sair da cama diariamente, pois um mundo cem por cento masculino estaria fadado à auto-aniquilação instantânea. De modo que o homem gosta tanto de mulher gostosa quanto de mulher inteligente. Ambas são fascinantes. E sinceramente acho difícil definir até que ponto Fulana é só “gostosa” ou Cicrana é só “inteligente.” As mulheres são em geral tão fascinantes que essas categorias acabam limitando a compreensão desse ser múltiplo e inesgotável. Por exemplo: a mulher inteligente é aquela que cita James Joyce e Witgeinstein? Que lê o New York Times diariamente? Que fala cinco línguas? Qual o limite entre a inteligência e a chatice? Inclusive, a moda entre os psicólogos hoje não é dizer que o Coeficiente Emocional é muito mais importante que o famoso QI (Coeficiente de Inteligência)? Desse ponto de vista, quem tem mais jogo de cintura, a Marilena Chauí ou a Mulher Melancia?

Minha amiga, não se engane: o homem é movido pelo pensamento constante de se dar bem com as mulheres, sejam elas gostosas, inteligentes, safadas, burras ou até feias. A mulher é um ser tão fascinante que até as suas imperfeições se tornam bonitas, suas idiossincrasias acabam virando charme, suas celulites uma metáfora da nossa mortalidade, imperfeição e incompletude. Há inclusive na mulher “burra” um vasto território a ser desbravado, um desconhecimento sobre os grandes temas da literatura, do cinema e da filosofia que pode e deve ser preenchido. Ela pode ser ensinada, educada, polida e trabalhada para ser “apresentada à sociedade”, ou seja, pode acompanhar o seu namorado a uma palestra sobre psicanálise e ainda fazer duas ou três observações inteligentes, o que não é lá tão difícil. Já a mulher “inteligente por natureza” pode até ser uma bela e agradável companhia, desde que respeite o universo masculino (futebol + boteco) e não fique citando Simone de Beauvoir toda vez que for lavar uma cueca ou esquentar uma janta. Deu pra esclarecer alguma coisa?


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

metamorfose através da arte



Alberto de Azevedo Pinheiro, 49 anos, artista plástico, coordenador da Casa Dia – Casa Diarts de Botucatu, dependente químico, teve seus trabalhos, muito interessantes, diga-se de passagem, no MAC Itajahy Martins na primeira quinzena de setembro.

O trabalho de Alberto já me chamou a atenção mesmo antes de visitar a exposição, simplesmente pelo fato de saber da sua matéria prima. Ele dá vida a objetos de ferro velho que estariam totalmente inutilizados. Tratando-se de um planeta muito necessitado de trabalhos como esse o mérito já estaria garantido, porém, fui até lá ouvir sua história e me surpreendi ainda mais.

Alberto é coordenador da Casa Dia de Botucatu, casa de apoio a dependentes químicos e está em Botucatu há sete anos. “Estamos engatinhando num processo de transformar a Casa Dia numa casa auto-sustentável, precisamos de apoio da população, precisamos de doação de tempo mais até do que a doação de bens materiais, mas isso é muito difícil de conseguir pela falta de conhecimento das pessoas e preconceito também”, explica. Alberto veio da Casa Dia de Americana e desde então trabalha para que os atendidos aqui em Botucatu descubram o que ele próprio descobriu. “Lá eu percebi que a arte trabalha terapeuticamente os meus conflitos e os conflitos de outras pessoas. Aqui dou oficina, a capacitação através da arte”, conta.

A Casa Dia atende 20% dos internos gratuitamente, os demais pagam apenas a estadia, o custo que a casa tem com aquela pessoa em relação à alimentação e moradia, o tratamento não é cobrado de ninguém, e por isso a carência é justamente no campo de oficinas, de passar o tempo com os internos dando-lhes mais motivos para mudança de hábitos e vida. Oficinas de bambu, argila, culinária, são algumas que acontecem, mas é preciso mais participação da população.
O material utilizado por Alberto em suas esculturas é sucata que na maioria das vezes estava indo pro aterro da cidade e poluindo o lençol freático, e o mais interessante é que a própria estrutura da Casa Dia já tem essa característica. “A Casa foi construída com material de demolição, com o excesso do lixo da sociedade que não foi aproveitado. Isso nos preocupa também, existe uma preocupação em relação à facilidade com que as pessoas jogam as coisas no lixo justamente pela facilidade de compra. Utilizamos material de demolição, restos das caçambas públicas. Não é necessário gastar dinheiro com coisas novas, elas podem ser reaproveitadas, transformadas, trazendo uma economia pública e ambiental sem precedentes e principalmente um benefício social quando trabalhamos com esse material em oficinas”, explica.

O acervo que estava exposto no MAC foi criado especialmente para a exposição Metamorfose, todas as peças estão a venda e o artista aceita encomenda de novas peças. Alberto termina nossa conversa fazendo um convite aos artistas da cidade: “Temos diversos ateliês na Casa Dia, tais como, marcenaria, pintura, corte de cabelo, computação. Temos espaço de ensaios para grupos de teatro e dança, por exemplo. É uma forma de os artistas da cidade conhecerem o nosso trabalho, e ao mesmo tempo darem oportunidade aos dependentes químicos de participarem de oficinas, um modo de conhecer e trazer à tona novas aptidões”, encerra.




terça-feira, 1 de setembro de 2009

traço do arquiteto... gosto tanto dela assim.

http://vimeo.com/6343668

me deu a maior saudade de brasília.
e nem posso chamar de minha cidade.
foi meio que um amor vagabundo...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

água na boca

me deu a maior água na boca.




beto brant.
programa "direções" da tv cultura.
me parece que virou filme... vi na lista do festival do rio...
alguém tem mais informação a respeito?
me parece uma versão mais alterna e madura de apenas o fim. curti.

domingo, 30 de agosto de 2009

dez motivos

estava transcrevendo as entrevistas que fiz este final de semana com a galera dos orgânicos.
orgânico pra lá, meio ambiente pra cá, produtores rurais, homem do campo...
me peguei entretida na lista de dez motivos pra que todos comam orgãnicos e fiquei pensando numa outra lista... em dez motivos pra gente não pensar no passado, dez motivos pra deixar passar de vez, dez motivos porque não quero mais isso ou aquilo.
posso listar pelo menos vinte motivos pra viver uma história nova.
mas agora me deu vontade assistir alta fidelidade de novo.
já volto.
boa noite.

sábado, 29 de agosto de 2009

universo feminino

faz examente duas semanas que tenho respirado um tal de universo feminino.
jornal semanal aqui da cidade, dirigido por uma pessoa de excelente coração e repleta de boas intensões, mas também cheia de dívida e batalhando pra não fechar as portas.
eu não posso negar que eu não gosto do jornal, acho brega, sem muita identidade bailando pra lá e pra cá, e se perdendo na famosa briga comercial versus editorial, já que muitas vezes, pra conseguir sobreviver precisa utilizar-se do velho recurso jabajístico.
recebi o convite de tocar o editorial do jornal e fiquei muito intrigada, tentada e acabei topando.
e cá estou, meio que enferrujada, tentando me acostumar de novo àquela correria de: pensa na pauta, telefona, agenda, comparece, tira foto, senta, escreve, refaz, diagrama...
com a diferença que dessa vez, com exceção da diagramação, o resto eu faço tudo sozinha. sozinha mesmo...
essa é minha vida nas últimas semanas...
apareço aqui pra contar mais.
desafio ao cubo: transformar um jornal feminino em algo altamente interessante, inteligente e principalmente vendável em dois meses no máximo, e tudo isso numa cidade de 120 mil habitantes. sucesso aqui vou eu?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ou não

cansei de esperar o momento certo de voltar a ativa.
são tantos assuntos, tantos quereres, tantas perguntas sem respostas e milhares de coisas rolando ou quase.
então, pra não fica no quase, resolvi postar esse texto meu torto, sem jeito, só pra pegar a manha de novo. nem lembro mais como é escrever diariamente.
aqui me falta um pouco de matéria prima eu diria... sem teatro, cinema, fico com a expectativa e a saudade, que juntas podem me render um bom caldo. ou não.
adoro a teoria do ou não.

"Quase que me sinto em casa em meio a suas asas
E "dáblius" e "eles" e eixos e ilhas, Brasília
Cidade que um dia eu falei que era fria
Sem alma, nem era Brasil
Que não se tomava café numa esquina
Num papo com quem nunca viu"
sérgio sampaio

e eu me peguei sentindo saudades daquelas avenidas...
por hoje é isso. amanhã tem mais. ou não...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

duas boas notícias!

o milagre de santa luzia, de sergio roizenblit
28 de agosto
nos cinemas




é proibido fumar, de anna muylaert
04 de dezembro
nos cinemas



lista de justificações

- não abandonei o blog, estamos apenas dando um tempo pra sentir mais saudade um do outro;

- fui pra sp, capital, participar de uma reunião sobre o mapa cultural paulista. a intensão era passar dois dias e acabei ficando duas semanas, isso tumultuou um pouco o meio de campo;

- aproveitei e tive duas semana cinematográficas, em casa e no espaço unibanco: à deriva, simonal - ninguém sabe o duro que dei, harry potter - o enigma do príncipe, na natureza selvagem, peixe grande, across the universe, a concepção, os produtores, dançando na chuva, marley e eu e milk;

- botucatu está gelada, mas minhas mãos continuam quentes;

- o cineclubis me consumiu alguns dias e neurônios, mas finalmente o material ficou pronto, agora é partir pro ataque.

acho que é isso.
por enquanto.
como uma fênix, sempre!

sábado, 1 de agosto de 2009

ricardo della rosa


eu estava querendo muito assistir esse filme, me programei pra ir a pré-estréia, mas despois me deu preguiça, e como fiquei mais uns dias em sp, me abalei até o espaço unibanco ontem a tarde.
apesar de quase ninguém gostar de nina, eu gosto, e cheiro do ralo nem me fale, pra mim continua sendo o melhor dos três.
sou fã de heitor dhalia, mas agora quero mesmo é correr atrás dos trabalhos de ricardo della rosa, diretor de fotografia. olga, casa de areia e o passado fazem parte da lista do cara, mas com certeza em à deriva rolou uma superação... o filme é lindo demais.
debora bloch está linda, linda, linda, porque raios ela não pára de fazer têve e fica só fazendo cinema? ok, eu sei porque, eu também preciso pagar minhas contas, mas meu deoos, ela está muito bem no filme.
e a história? não sei gosto ou desgosto. o filme me prendeu mais pela beleza do que pelo roteiro, achei que algumas cenas foram desnecessárias e senti falta de outras, mas gostei. bom filme praqueles finais de tarde melancólicos que te fazem pensar na vida.
corre pro cinema porque deixar essa fotografia pro dvd é muita sacanagem...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"pra que treinar uma série inteira se não sabe o que o outro vai jogar?"


dois homens que nem se conhecem acabam tendo suas vidas radicalmente alteradas por conta de um acidente com pessoas ligadas à eles.
não por acaso é um filme de 2007 e eu já havia assistido no cinema, mas essa semana aluguei e revi com outros olhos e ouvidos.
a trilha sonora é ótima, até lembrei que comprei o CD do filme e nunca mais botei pra rodar, mas o que me impressionou mesmo foi a diferença de interpretação que fiz desses dois anos pra cá, as percepções que tive e o lugar onde bateu.
é por essas e por outras que eu adoro, e agora vou cultivar ainda mais, o hábito de reassistir um filme depois de um determinado tempo.
pedro e ênio, vivem duas figuras que pensam que controlam a vida nos mínimos detalhes e que podem ter seus movimentos friamente calculados, até que são obrigados, pela vida, a mudarem seus pequenos conceitos.
pedro, vivido por rodrigo santoro, é um exímio jogador de sinuca, que estuda detalhadamente em seu caderno cada jogada, cada passo da bola branca.
"pra que treinar uma série inteira se não sabe o que o outro vai jogar?"
direção de Philippe Barcinski, co-produção de felipe meirelles.
aluga lá.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

universo ao meu redor

eu nunca gostei de musicais, tirando a noviça rebelde e mary poppins, é claro, eu sempre detestei musicais pra falar a verdade...
mas ontem fui pega de surpresa.
me trouxeram, e agora desconfio que não por acaso, um dvd com um filme que eu ainda não havia assistido e nem prestei atenção no título pra ser sincera.
noite fria paulistana, sem um puto no bolso, tratei de colocar meu colchão no chão da sala, meu notebook num banquinho bem pertinho de mim e foi assim que fui apresentada a across the universe...
fiquei um pouco sem palavras, o universo dos musicais não faz parte da minha vida, mas beatles, bom, isso fica pra um próximo post, e todo o universo de cores e o talento dos atores só me fizeram ter uma baita vontade de ter assistido esse filme no cinema, e não nessa humilde telinha...
ah! e tem o bono vox, impagável.




tomando leite



cacildis!
hoje faz quinze anos que ele se foi.
e pra mim acabou a graça, era só ele que sabia, com maestria, fazer do nosso domingo um dia melhor...

sábado, 25 de julho de 2009

tomara que caia...

sou só uma e sou tantas...
silvia machete é a minha mais nova, nem tão nova assim, mania.
baixei o cd na maior cara de pau depois de me apaixonar por toda bêbada canta, porque afinal de contas, quem nunca chegou em casa toda descabelada e completamente arrenpendida do que fez?
eu já, várias vezes, e por ser só uma e tantas, me identifiquei na hora com essa multi-artista que começou passando chapéu em ruas da europa, como conta em seu site.
isso pra mim é a verdadeira definição de artista, depois de várias gugadas, descobri que canta, dança, sapateia e faz outras coisas impublicáveis conforme vídeo de entrevista que deu no jô soares, disponível no youtube só para maiores (procure banana animadinha).
outra característica que me chamou atenção foi seu jeito diferente de cantar romance. eu por exemplo me considero extramamente romântica, mas confesso estar de saco cheio de canções com amores sofridos, doentios e melados até não poder mais, não que melado não seja bom... enfim, fui surpreendidamente tomada pela capacidade de me apaixonar novamente apenas ouvindo eu só quero saber de você, canção que me fez lembrar que amar é divertido, é rir junto, é falar besteira, é trepar gostoso e fazer da vida uma grande festa. dá-lhe machete!



"Ela é mais afinada que as cantoras da sua geração, mas não acha isso grande coisa. Sua música safada para corações românticos inclui Cindy Lauper, Celly Campelo e Guns n’ Roses sem cair na arapuca do ecletismo, mas ela tampouco vê nisso algum mérito. Rebola no bambolê, sopra a bolinha de sabão e tira sarro da condição feminina enquanto assovia e chupa cana. Silvia Machete era o que a gente tava precisando".

..escreveu meu querido amigo virtual leandro de paula, leia na íntegra em http://fogo-de-artificio.blogspot.com/2009/03/virou-manchete.html


simplesmente adorei, e só pra encerrar e dar uma pequena cutucada, ela só não é perfeita porque é carioca, e tenho dito... (brincadeirinha!)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

faça uma lista dos velhos amigos...

eu gosto de brasília sim.
gosto um tantão assim ó...
e fico com o core dividido, quase despedaçado.
e bem aquele lance de saudade do que eu não vivi... amigos novos... enfim...

espia.




quinta-feira, 23 de julho de 2009

dando nome aos bois

observe...

apenas o fim, de matheus souza
antes que o mundo acabe, de ana luiza azevedo
no meu lugar, de eduardo valente
as melhores coisas do mundo, de laís bodansky

eu amei o primeiro da lista, e quero muito assistir os demais, mas acho que a galera tem feito curso-rápido-de-títulos-de-filme com o maravilhoso zé eduardo belmonte, afinal de contas se nada mais der certo...

terça-feira, 21 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

2010 ?!?

e pra não dizer que não postei nada, que tô por fora do movimento, aí vai...





...QUERO DEMAIS!

já já

pensei em algo como "fechado para balanço" mas não é isso.
nem tô fechada, muito menos balançando...
é falta de tempo, de inspiração e de matéria-prima.
vou ali. volto já.
no mesmo ritmo de alice vergueiro e sua pantera.
repitam: vou ali. volto já.

terça-feira, 14 de julho de 2009

batendo diferente de novo...

é bom sentir a movimentação chegando de um jeito ou de outro.
as águas estavam mansas demais.
desejo que permaneçam mansas, mas com chuvas e trovoadas no final do período.

sábado, 4 de julho de 2009

mais uma de amor

e eu escutei esses dias a frase:
- grana pouca eu tenho muita!

e eis que fiquei a pensar:
-amor pouco eu tenho muito! ou tô é fora??

mais uma de crianças

eu e as duas de cabelos cacheados.
duas pequerruchas.
a mãe de uma delas havia entrado no mercado e minha árdua tarefa era distraí-las.
e começamos mais uma vez nossa conversa sobre cabelos cacheados, os delas, e o meu liso escorrido.
quando ouvi a primeira pérola:
- você precisa pedir pra sua mãe fazer um cabelo de cachinhos pra você, eu não posso te dar os meus!
e a explicação da amiga também de cabelos enrolados:
- não! olha, é assim: a minha mãe me fez assim todinha na barriga dela. se você quisesse ter cachinhos você tinha que ter pedido antes, agora não dá mais, entendeu?
entendi, claro que eu entendi.

terça-feira, 30 de junho de 2009

feliz natal


por que raios o selton mello se meteu a dirigir um filme, meu deos?
sinceramente não conseguimos chegar ao final...
parei nas duas crianças lendo num dicionário virtual o significado da palavra barbitúricos.
eu sempre tive medo de crianças prodígios, crianças prodígios com um sotaque carioca carregado então nem me fale... e se tiver sotaque carioca carregado e ainda for um péssimo ator mirim, aí não tem jeito, é vergonha alheia na certa.
na minha humilde opinião de quem apenas curte cinema pra caralho e escreve depois sem pretensão alguma de coisa nenhuma, achei o filme ruim.
excelentes atores andando de cá pra lá, interagindo meio assim assado e é isso. com exceção do medeiros que é ator de um personagem só e definitivamente não me convence, os demais são ótimos. as poucas cenas valem por darlene glória, maravilhosa, mas é só isso.
tentamos seguir adiante, juro que tentamos, mas a cena de darlene glória caída no chão do banheiro e graziella moreto alisando seu cabelo com close na tintura mal passada, na raiz branca da cabeleira, foi demais... silêncio, choro e raiz branca por intermináveis 3,5,12 minutos, não importa.
cult? talvez. acho que é isso então. é um filme inteligente demais pra mim, por isso que nem cheguei ao final. duvido, mas termino assim.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

vou ler meu pasquim

era aniversário do meu irmão do meio.
e quem ganhou o presente fui eu.
amigo queridíssimo visitando a cidade da garoa.
teve polenta, conversas cineclubistas, acertos de projetos, movimento, muito movimento.
e pra fechar a noite caímos na USP.
dancei o máximo que eu pude ao som de muito funk e soul.
conheci uma banda nova.
assisti apresentação de hip hop.
fechou com B Negão.
alguém aí sabe o que é depressão? eu não sei não...

curte aí a minha praia dessa noite. boa sugestão.
acho que vou dormir dançando.





segunda-feira, 22 de junho de 2009

depressa, ação!

hoje eu permaneci deitada.
o dia todo. embaixo dos cobertores.
revezando a vontade de ir ao banheiro com a de beber um copo dágua.
abria os olhos as vezes, outras deixava fechado mesmo. abrir pra que?
e os pensamentos começaram a perder força.
eu já não conseguia mais pensar direito.
sonhei por alguns momentos, tive pesadelos em outros, e o nada era mais frequente.
senti frio, fome, medo, muito medo, e pouca ou quase nenhuma vontade de me mexer.
queria saber quando foi que isso começou, esse travamento, esses quatro pneus arriados que não me deixam sair do lugar. mas passou. vai passar.
amanhã vou levantar freneticamente e alguém vai ter que me desligar.
ou eu não me chamo luiza.
quem sabe?

sábado, 20 de junho de 2009

aquela mulher... invisível.


demorei porque não queria estragar o visual do post abaixo, dessa linda foto da erika mader e do gergório duvivier, mas cá estamos. não deu pra não falar.
a mulher invisível.
o título, os atores, a produtora, o diretor. é fórmula people. fórmula pra dar certo, pra ganhar dinheiro, e eu não vejo nada de mal nisso, é a velha história que comento sempre: é filme nacional lotando as salas de cinema, mesmo que seja esse filme tosco.
como dizia o menino maluquinho, livro do ziraldo, existem tipos de segredos, segredos pro papai, segredos pra mamãe. assim também são os filmes: filmes pra pensar, filmes pra relaxar, filmes pra refletir e filmes pra rir.
claro que milhares de coisas me incomodaram: porque um filme feito pela conspiração filmes, em parceria com a warner bros, que tem esse elenco global todo precisa de apoio da SAV, da Ancine e inclusive, o pior de todos ao meu ver, do Governo do Estado de São Paulo, sendo que foi rodado no Rio de Janeiro... porra! Sem comentários. ah! e tem também o selton me cansa mello, sempre com as mesmas macaquices. é disso que o povo gosta não é? hunf.
Claudio Torres? Bem, Claudio Torres também escreveu o roteiro de Redentor, lembram? Aquela bomba? Bom, pelo menos dessa vez não tem Falabella...
É isso people, eu fui, ri, mas te digo de coração: espera sair na locadora!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

apenas o fim


esse texto poderia começar assim:
- nossa, o filme é uma graça.
ou então:
- puxa, adorei o filme, é fofo.
mas eu prefiro ir direto ao assunto, do meu jeitão mesmo:
- que filme gostoso, ducaralho!

li tudo que foi crítica assim que saí da sala.
concordei com tudo, exageros a parte, o filme é realmente o que andam dizendo por aí, simples, mas muito revelador. com certeza marca um período, justamente por seu modo diferente de dizer as coisas. o casal teve uma química excelente.

enquanto eu estava envolta em meus pensamentos, ainda no espaço unibanco em são paulo, um casal conversava, e eu ouvia atentamente eles falando e falando do absurdo de algumas manchetes de jornais sobre o filme, meio que idolatrando o tal diretor de apenas 20 anos de idade... "isso é um trabalho de faculdade, não há mérito nisso, nada de extraordinário, ele deveria fazer isso no final do curso mesmo". e eu respondo: oi? de que planeta vocês vieram? quantos trabalhos de conclusão de curso de faculdade de cinema você assistiu em salas lotadas nos últimos ano? ai. odeio gente invejosa. o cara tem talento mesmo. clap! clap! clap! matheus souza.

também li sobre referências ao "antes do amanhecer" e "antes do pôr do sol", que eu concordo plenamente, mas senti uma bela pitada de "brilho eterno de uma mente sem lembranças", inclusive em alguns efeitos... será?

enfim, o melhor de tudo, é justamente o fato de ser a história do fim, a mocinha realmente não fica com o mocinho no final, e parece que essa geração já está sabendo disso. é bom assistir histórias com os pés fincados na realidade. e não, eu não sou contra a formação de famílias, ou a favor de relações fugazes, muito pelo contrário. mas que elas sejam infinitas enquanto durem, sempre, e vamos parar de uma vez por todas com esse lance de príncipe encantado! mas que o duvivier é um belo príncipe, ah isso é, até pra mim que passei dos trinta...

terça-feira, 16 de junho de 2009

entre buda e peste


eu esperei durante meses.
imagino como ficaram os produtores, diretores, iluminadores, atores, maquiadores e todos os outros dores que participaram efetivamente desse longametragem.
confesso que fui com muita sede ao pote, e aí a gente se lambuza mesmo, mas aí acho que confundi os provérbios e mudei de assunto, vamos ao que interessa.
walter carvalho dirigiu a fotografia de praticamente toda a minha lista de melhores filmes nacionais: abril despedaçado, madame satã, lavoura arcaica, central do brasil, janela da alma, chega de saudade... enfim, a lista é imensa.
e lá fui eu ao cinema assistir budapeste com a cabeça cheia de expectativa, livro do chico fresquinho na cabeça, li pela segunda vez uma semana antes de ir ao cinema, e estava crente que a minha teoria do "não pode ser ruim" seria aplicada novamente.
mas não foi o que rolou e vou tentar explicar:
definitivamente leonardo medeiros não era o josé costa dos meus sonhos, e garanto que de muita gente também, ele não me convence mais, em cabra-cega ele está fantástico, mas depois disso vem repetindo o mesmo personagem: feliz natal, minha vida não cabe num opala, simples mortais... exceto o prefeito corno da novela, que também, vamos combinar... enfim.
giovana antoneli sem comentários, passa pra próxima.
quem convence mesmo? a atriz de kriska. não sei seu nome, vou recorrer ao google assim que terminar esse post, ela é linda, com traços delicados, mas uma força interior imensa, a única personagem parecida com aquela que eu havia imaginado quando li o livro.
de resto?
o resto é balela. o filme ficou confuso pra quem não leu o livro, o que eu acho um pecado.
está um pouco arrastado, lento, pra não dizer sonolento, do meio pro final, eu cortaria pelo menos uns vinte minutos, e ainda tem uma cena específica que eu tiraria forte. mun-há! e não falo mais nada sobre ela pra não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu.
e outra observação importante, ao meu ver: distribuidores, peloamordedeos, fiquem ligados nas salas de cinema que exibem seus filmes... eu fiquei de cara com a decadência da sala 9 do Academia de Tênis em Brasília. Fedor de mofo muito forte, o som estava ruim, não havia funcionário tomando conta da cortina e pessoas entravam na sala durante toda a exibição e deixavam a bendita cortina aberta, que dava direto no hall de entrada do cinema, pode?
acho que é isso.
o filme fala do conflito entre autor e obra, criador e criatura, mas acho que também poderia ser sobre os amores aqui e acolá, a diferença entra amar às margens de copacabana ou no meio de uma ponte entre buda e peste. a verdade é que o livro é melhor, como sempre.
mas apesar de tudo isso, vale o show. vale ver a participação do chico nos últimos minutos de filme, vale assistir a cena de kriska entrando de patins na livraria, vale a mesma personagem ensinar húngaro nas ruas frias de budapeste a um perdido kosta zozé.
vai lá. eu fico por aqui.

sábado, 13 de junho de 2009

duplamente chato mesmo

pense numa fórmula pronta pra divertir.
tem um pouco de comédia, mais uma pitada de romance, trilha sonora bacana, cortes quase interessantes, uma dose de suspense e cidades maravilhosas como pano de fundo.
e pra completar um casal de delicinhas: julia roberts e clive owen.
tinha tudo pra dar certo se não fosse tão enfadonho.
ai que tédio.
saí da sala de cinema com o maior tédio.
aí vai o trailler, que diga-se de passagem é praticamente o filme todo. as poucas piadas quase engraçadas já estão todas no trailler.
ó santo deus da película, salve-me.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

sobre meninos e lobos

gente, esse é meu menino. um dos meus meninos.
meu irmão do meio. cheio de política dentro de si. lindo.
que me deixou assim atordoada e que divido com vocês...


Família,
É com muito pesar e revolta que divulgo esse dois vídeos (de um total de 5 que ainda serão colocados).
Estava em manifestação pacífica do Movimento Estudantil, Trabalhista e Docente da USP. Ao acabar a manifestação a massa retorna em passeata até a reitoria, onde se dispersaria...
Acontece que enquanto voltávamos, a polícia resolveu agredir. militante não é santo, eu sei... Mas ainda assim, tropa de choque contra estudantes, trabalhadores e professores da usp é mais que covardia: é truculência, AUTORITARISMO, REPRESSÃO!!!
Depois de confrontos ao longo da avenida de entrada da usp, manifestantes feridos foram levados ao HU, porém a massa foi acuada no prédio da Hist/Geo da FFLCH. Com a PM toda em volta, ninguém podia entrar, ninguém podia sair...
Algumas bombas de gás foram atiradas DENTRO DO PRÉDIO!! Num vão amplo, porém fechado onde estávamos todos...
Durante muito tempo, fique com a máquina do Centro Acadêmico, filmando muuuita coisa. Durante boa parte, infelizmente, fiquei sozinho... passei muito mal, quase vomitei... E chorei, chorei, chorei muito em ver a história da humanidade retratada em alguns instantes, resumida ali ao vivo... A única coisa que me dava força para engolir o choro era saber que aquilo não era nada, absolutamente nada perto do que muitos já passaram. Não quero com isso diminuir a importância e o absurdo do evento, uma vez que todo o caos, sofrimento e humilhação, não deixará de existir primeiro nos maiores conflitos, depois nos menores... Será gradativamente sim, mas enquanto princípio, somente quando homem for capaz de sentir paz no coração, todo e qualquer conflito se cessará... das guerras entre nações, aos conflitos domésticos...
Assim, por princípio, quero dizer que o absurdo da ação do governo, a truculência e a repressão, tem o mesmo valor que a guerra do Iraque, assim como tem o mesmo valor que a silenciosa e cotidiana violência doméstica contra mulheres.
Nesse momento estou só, numa sala de um professor da FFLCH, a PM por todo o campus, os estudantes, professores e funcionários, em assembleia. Meu corpo está integro. Minha alma... não sei.






segunda-feira, 8 de junho de 2009

aceito a minha condição

frase copiadíssima do twitter dropsdomeumundo.
a-d-o-r-e-i

"Melhor passar o dia dos namorados solteiro do que o carnaval namorando"


domingo, 7 de junho de 2009

tô precisando lembrar o tanto que eu sou legal. é isso. eu sou bem legal mesmo! ai. será?

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler

Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim

Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber

Só não se perca ao entrar... No meu infinito particular.
(autoria do melhor-e-pior trio de todos os tempos)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

e eis que a âncora mal encostou em terra firme e levanta vôo novamente.
brasília.
botucatu.
são tantos amores com "b" que vou acabar tirando férias e indo pra belorizonte... rsrs.

terça-feira, 2 de junho de 2009

meu cérebro pede socorro

terapia do amor
vick cristina barcelona
noites de tormenta
o melhor amigo da noiva
romance
- passei na locadora.
alguém pode dizer o que está acontecendo comigo nessa semana friorenta???

segunda-feira, 1 de junho de 2009

cada qual com 4 aninhos

eram três pequenos.
bem pequerruchos.
duas lindas de cabelos cacheados e sem carinha de anjo.
estavam no mercadão esperando a massa de domingo ficar pronta e resolveram comer um pastel na banca ao lado.
foi ali que se encontraram, as duas, com o terceiro elemento.
apaixonado por uma delas, repetia o tempo todo: oi lu, oi lu!
a tal nem olhava pra ele. cilhos compridos, olhar de soslaio.
a amiga logo pergunta: como você chama?
e a lu, com a mesma cara de quem não dá a mínima, responde por ele: vinícius.
pais e mães observam a conversa de longe.
- lu, eu também vou comer um pastel.
- tá.
- o meu é de carne. e o seu?
silêncio.
alguém responde: ela não gosta de carne.
- porque você não gosta de carne lu? ele pergunta.
- porque não pode matar os bichinhos. finalmente responde ela.
ele pára, pensa e segue:
- mas barata pode, não pode? e mosquito também, porque ele pica a gente.

domingo, 31 de maio de 2009

perto demais

trocando passos com a solidão

Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
A saudade mata a gente


... o tempo passa e eu fico esperando que o vento tire você daqui de dentro. venta forte, frio e eu não estou conseguindo mais ficar assim tão vulnerável.

Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

... fico me perguntando qual será o momento que um outro alguém vai aparecer em cima daquele cavalo branco, ou fusca vermelho, ou skate, patins, de buzão, a pé ou correndo... mas que venha.

Mas voltou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
A saudade engole a gente

... eu preciso sentir saudades de outra pessoa. quero chorar madrugadas adentro, amar até doer, rir até perder o fôlego, caminhar por essas estradas da vida, ensolarada, e chorar de saudade de novo. mas uma nova saudade. tudo novo de novo.

Aquele poço não tem fundo
É um mundo e dentro um mundo

... fazer fondue, tomar chocolate quente, dividir o cachecol, esquentar a minha mão embaixo das tuas pernas quentes e peludas, encostar meu nariz gelado no teu pescoço, tomar sorvete mesmo no frio, dormir e acordar. ficar sem fazer nada. passar o tempo.

para bendita

eu conheço uma pessoa muito querida que vi poucas vezes na vida, mas por um motivo desses aí que a razão desconhece, eu me afeiçoei à ela de maneira especial.
mudei de estado, vim correr atrás da minha vida perdida entre a cuesta, e não tenho notícias dela, a não ser pelo seu blog que acompanho.
e essa semana ela tem postado textos maravilhosos, carregados de dor, sofrimento e angústia, mas repletos de vontade de ressurgir das cinzas.
é isso aí amiga. respira. pára tudo e respira de novo. bem fundo, pra dentro de si. descubra-se. descubra-se forte e encantadora como você é.
é bom mesmo passar por determinados obstáculos. parece balela mas é verdade.
não se preocupe com a felicidade ou infelicidade alheia nesse momento, eu sei que é difícil, mas seja egoísta agora, por hora. e chora, chora um monte. deixe que cada lágrima quente caia no seu colo vazio, porque são dessas mesmas lágrimas que você vai tirar o melhor de si. há muita estrada pela frente. muitos amores novos chegando e indo embora de novo. e a vida segue seu rumo.
fica com deus. com as deusas. com os anjos. a fé na vida e na gente sempre reaparece. vá pisar na terra um pouco. abraça uma árvore e ria de você.
foi bom ter escrito isso pra ti. eu aproveitei e li de novo.
e de novo. e de novo.
quem sabe eu consiga também?

quase sem cabeça

ela estava indecisa entre fazer ou não fazer.
a indecisão não era novidade, sempre sofreu muito com isso, desde pequena: a bomba de creme ou de chocolate? caderno da hello kit ou da moranguinho?
o tempo passou e o grau de dificuldade apenas aumentou: vestibular para enfermagem ou psicologia? morar na praia ou na cidade? casar ou comprar uma bicicleta?
a diferença é que agora tudo acontecia com uma terrível dor de cabeça.
fazia exatamente três dias que a cabeça só doía.
muito diga-se de passagem. dorflex não fazia nem cócegas.
e agora ela teria que decidir novamente:
continua esperando que passe ou toma logo uma atitude?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

nostalgia

só pra relembrar um pouco.
o clipe mais triste que eu já vi na vida.




... você só me fez mudar e depois mudou de mim...
é uma filha da puta mesmo.
e tenho dito!

saudável pero no mucho

botucatu.
bons ares.
vida nova.
caminhadas pela manhã.
sem carne há duas semanas.
eis que surje:

www.comidaecologica.com.br

teve demonstração em casa de um prato doce.
eu jurava que era tudo menos banana. era bom demais pra ser verdade.
depois teve o salgado. tudo cru. nada de cozinhar os alimentos.
e eu me esbaldei.
e tem curso na sexta-feira o dia todo.
depois eu conto por que agora eu tô na lan house saboreando meu big-chocolate.

no words

dá pra viver sozinho? dá. claro que dá.
basta querer.
mas existem alguns momentos que não rola.
pão tem que ter manteiga.
pra sorrir tem que achar graça.
pra descansar há que se estar cansado, enfim...
e os dias vão passando e o blog abandonado.
não vou ao cinema.
não fui ao teatro.
mudei de cidade e agora rola o período de falta de matéria-prima, sacaram?
mas como eu me lembro bem que escrever é como andar de bicicleta, se a gente fica muito tempo sem andar as primeiras voltas são um desastre, passei por aqui... e aí ficou assim... esse lance sem nexo.
depois tem mais.

domingo, 17 de maio de 2009

novinho em folha!

desejo
de.se.jo
(ê) sm (baixo-lat desidiu) 1 Ação de desejar. 2 O que se deseja. 3 Anseio, aspiração veemente. 4 Cobiça. 5 Apetite, vontade de comer ou de beber. 6 Apetite carnal, concupiscência. 7 Desígnio, intenção. 8 Psicol "Impulso, acompanhado da imagem da sua satisfação; surge quando há demora na satisfação desse impulso" (Donald Pierson).


ah... essa maldita concupiscência!




sábado, 16 de maio de 2009

estômago


culinária + poder + sexo + crime passional = estômago.
eu ainda estou digerindo aos poucos.
algumas cenas sublimes, leves, saborosas. me emocionei muito. um suflê.
outras pesadas, augustiantes, mas nem por isso ruins. uma pratada de feijoada.
e poucas altamente dispensáveis como uma buchada de bode.
me deu fome mesmo. fome de comer e beber saboreando, como há tempos eu não faço.
fome de paixões enlouquecidas como há tempos eu não vivo.
uma história repleta de contradições, com um personagem simplório, quase ignorante, mas apaixonante! capaz de utilizar com maestria o dom que tem a seu favor, pra se dar bem na vida.
ele queria ser respeitado como nonato canivete, mas virou o alecrim, e nem por isso se deu mal.
quantos você conhece que ao menos consegue enxergar o seu próprio dom?
esse é um filme tipicamente brasileiro mesmo.
é a nossa realidade ali, nua e crua, as vezes mal passada, com azeite ou tomilho.

"até o pior filme brasileiro nos diz mais que o melhor filme estrangeiro"
paulo emilio salles gomes.
tá faltando lágrimas de diamantes.
é isso.

solidão

solidão.
as vezes ela me pega de jeito.
me morde, em arrasta, segura com força.
sei que não posso permitir... mas me sinto tão vulnerável.
deixa que venha.

classificados

cinema conversafora boteco teatro amigos cerrado frio guardachuva catavento algodãodoce
drinkcolorido cigarro cinema viagem terramolhada beijoroubado abraçoinesperado correria
mostralatinoamericana novos amigos velhos amigos tempo passando vida rolando sumindo
reencontrando sentindo de novo movimento vaievem e vaievem mais uma vez perdidamente
apaixonada por dois dias pipoca cinema enlouquecer perder o juízo ganhar presente banhoquente
alpendre rede livro cerca mato e o canto dos pássaros.
e agora josé?
como diria o grande profeta:
escreveu não leu...
e tenho dito.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ponto final

a eficiência do google interagindo diretamente na sua vida cotidiana.
principalmente na memória afetiva.
algum fato importante?
digita lá: porre homérico ou férias na praia ou primeira sacanagem ou qualquer coisa que o valha, a cena surge fresquinha.
dificuldade em deletar algumas lembranças?
digita a palavra chave e bloqueia tudo que se refere.
joga na lixeira que depois de algumas semanas o programa se encarrega de sumir com aquilo, mesmo se quiser você não vai encontrar novamente... e ponto final. simples assim.

desejo

as vezes ela tinha medo de enlouquecer.
de perder a razão, o sentido, a compostura, o juízo.
razão sempre achou que tivesse e se divertia com isso.
sentido nunca fez direito.
juízo e compostura eram do corpo pra fora.
poucos sabiam o turbilhão que rolava do corpo pra dentro.
tudo culpa do desejo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

admirando

aquilo não era real. ou era?
fosse o que fosse ela estava gostando.
gostava de perceber aqueles olhos apertados a observando de soslaio.
e os olhares não mentem.
talvez se fosse mais magra, mais ruiva, menos sorridente, mais discreta, menos prolíxa, mais sonhadora, mais confiante, menos ela mesma.
talvez fosse admiração. só isso.
era apenas admiração.
e ela já havia passado da fase de querer demonstrar o tamanho da sua admiração entre um orgasmo e outro.
tomou um banho gelado e antes que o dia amanhacesse, foi procurar no dicionário o significado da palavra admiração.

check in

ela queria descer e subir em aviões com menos frequência.
não apenas pelo enjôo involuntário ou aquele cheiro característico.
mas por todas as despedidas.
é ruim partir. mas é bom demais chegar.
e assim adormeceu pensando o quanto um dependia do outro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

frio da cuesta

entre um vento frio, um capuccino quente, ruas de paralelepípedos e um cigarro fumegante, cá estamos nos reunindo novamente.
dessa vez os planos são outros, talvez um pouco mais ousados.
faltam alguns elementos do momento anterior, mas como esse é um novo momento me resta apenas sentir saudade e ver para crer.
botucatu não é a mesma e eu muito menos.
bora trabalhar que a pegada agora é essa.
MOSTRA LATINO AMERICANA.
essa é a bola da vez.
já tem até sugestões de filmes...
preciso sair do ponto morto e engatar a primeira, e fica difícil sem saber se viro à direita ou à esquerda.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

usher e entr'acte

A Queda da Casa de Usher
foi o primeiro da noite.
cinema mudo. preto e branco. impressionismo alemão. década de 30.
medo geral.
pensei que não conseguiria, que fosse pedir pra sair.
e foi justamente o contrário, experiência bacana.
pipoca, risadas, comentários durante o filme, trilha sonora perturbadora.
fiquei com vontade de repetir a dose, me acostumar com esse universo.

Entr'acte
foi o segundo da noite. já havia passado um tempo, as pessoas já estavam mais alcoolizadas, penso até que talvez possa ter sido uma estratégia dos organizadores.
enfim, outro susto. piração total.
uma das cenas mais bonitas que eu havia visto... um balé maravilhoso com a câmera por baixo da bailarina, aqueles trajes anos 30, enfim, corta para um rosto barbudo, de óculos e sem noção.
o grand finale com direito a varinha de condão e tudo mais... nem sei o que comentar!

cineclubismo, experimente você também!

sem censura

Aquela empatia toda não era gratuita nem tampouco uma via de mão única.
Ou será que realmente ela estava ficando maluca e enxergando coisas que não existiam?
Se perguntou milhares de vezes se os sinais eram sinais reais.
Seus pensamentos já haviam lhe pregado peças outras vezes, não queria correr o risco, se sentia fragilizada o suficiente pra não suportar outra derrota.
Mas não era possível... aqueles olhares. Eram apenas olhares, entendia isso... mas não eram olhares singelos e inocentes. Os dela não eram, e ele retribuía, não fugia pelo menos.
Ela sentia uma fragilidade naquele olhar, tanto quanto no dela.
Eles, os olhares, eram cúmplices de algo que estava por vir... ou não.
Desejo. Tudo baseado no desejo, e não havia nada demais nisso.
Sabia o quanto aquela boca combinava com a dela.
O quanto aquela mistura a atraía.
Mas a falta de disposição ou talvez a facilidade das coisas mudaram o rumo da história.
E foi dormir pensando o quanto as vezes é fácil demais esquecer.
Caiu num sono pesado, sabendo que o dia seguinte teria o gosto de movimento na boca. E movimento é sempre bom, sempre.
Inclusive em momentos como aquele.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

virada cultural interestadual

olha só como a vida é bela e deus é justo...
ela partiria do cerrado na terça-feira dia 28.
e entre muitos contratempos precisou trocar sua passagem às pressas pro dia primeiro de maio...
mas vejam vocês... vai rolar sessão de cinema na casa de um querido com tantos outros queridos na quinta. e quando aterrisar em são paulo terá que escolher:

Tom Zé no Municipal
Fafá de Belém no Municipal
Marcelo Camelo na São João
Maria Rita na São João
CPM 22 no palco da República
Wando no largo do Arouche

acho que wando no Arouche vai ser tudo nessa vida.

desapaixonando-se

a missão era levar um envelope repleto de documentos importantes até o início da asa sul.
parecia fácil... mas eram 11 horas e o sol ardia na moleira.
desceu na rodoviária, pegou outro buzão, vulgo baú, e seguiu em frente, caminhando e cantando e seguindo a canção.
entregou o envelope um pouco decepcionada, pensou que a resposta viria no mesmo momento, mas teria que esperar até amanhã.
tentou retornar pra casa. ficou horas no ponto, depois horas na rodoviária novamente, caminhando de um lado pro outro e observando o caos instalado, instaurado e definitivo em que aquele lugar permanece.
trabalhadores, brancos, negros, crianças de colo, doentes, cheiradores de cola, trombadinhas, travestis, policiais, cobradores, motoristas, fiscais... ninguém consegue transformar o caos.
ônibus quebrados, guias imundas, filas enormes, de pessoas e de carros, atrasos incontáveis, e descaso total.
foi essa a minha indignação de ontem no final do dia.
nos meus dois anos de brasília, passei poucas vezes por isso, mas foram suficientes para que ímpetos de... de... de... extermínio me viessem à cabeça.
alguém tem o telefone do arruda aí?

terça-feira, 28 de abril de 2009

apaixonando-se

eu cheguei a conclusão de que brasília é mulher de malandro.
agora que resolvi virar as costas ela fica se abrindo toda...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

saudades do cerrado

uma loira, gaúcha, com o coração do tamanho do mundo, muita disponibilidade em fazer amigos, sempre pronta pra te estender a mão seja de dia ou de noite. companheira de horas difíceis mas que as vezes dá vontade de pôr no colo e dar umas boas palmadas e colocar de castigo. amo a barbarita.

outra lôra na minha vida de DF. fala pra caralho, fala mais que a boca e está tão disposta a ser tua amiga qto a primeira lôra. gostei desde o início, minha primeira amiga no cerrado. tem um nome tão diferente e especial quanto ela. amo a kalinka.

conheci dia desses. mas nem importa o tempo, importa só o quanto o cara é especial, tem história pra gente viver junto ainda, histórias de cinema! ralando um monte e descobrindo coisas. amo o thiago.

um dia eu achei que iria apanhar de alguém na rua de tão braba que ela estava. ledo engano, até parece que eu já não sabia que cão que late não morde... ela na verdade é um docinho escondido naquela casca de que não tá nem aí pra vc. participou de quase tudo da minha vida aqui. amooo a nat-nat.

ela acha que conhece a cidade inteira, quer confraternizar com o mundo inteiro porque tudo é uma grande festa. d, fotografa, pinta, borda, te dá bolsa e logomarca de presente. amo a polli.

a gente se viu poucas vezes nessa vida de cerrado. a primeira vez foi num show do bossacuca, e ele estava lá registrando meu encontro com o saxofonista mais maravilhoso do planeta terra. parece um irmão mais novo, é um gato, um gostoso, uma delícia de pessoa. amo o arthur.

ainda tem outras pessoas tão especiai quanto essas... uma família-torta que me adotou bem no início da minha caminhada nessa terra perdida. com tia, tio, primos postiços e uma prima de verdade, que me deu de presente um dos momentos mais especiais da minha vida: sua barrigona mexeu pela primeira vez quando estávamos comendo pipoca e assistindo sessão da tarde. Amo cada um deles. todos. inclusive o primo-eterno-primo e o filhotinho, claro.

tiveram outras duas figuras mega importantes e essenciais pra essa caminhada no distrito federal, e no meio de todo o turbilhão elas voltaram pras suas terras amadas, assim como eu estou fazendo agora. juanita e daniela. apesar de cariocas elas são bem legais...

e foi assim, desse jeito meio torto que eu resolvi gritar pra vocês todos o tanto que estão guardados aqui dentro pra sempre. eu espero cada um de vocês lá em botucatu pra gente continuar dividindo momentos especiais como os que vivemos aqui, só que com a presença de muitos sacis, cachoeiras, bolo de fubá, cineclube, teatro e música de raiz.

Já tô com saudade.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

em cena

um dia a gente acorda e se dá conta que a vida já existe há 31 anos.
que rolou infância, alfabetização, bolo de aniversário, presente do primeiro namorado, colo de avó, viagem de férias, amigos da escola, entrada na faculdade, primeiro emprego, segundo, terceiro, milésimo desafio, noites de paixões calientes, noites de solidão completa... e aí você se olha no espelho e se pergunta:
- uai, já começou?
quem tocou o terceiro sinal? mas eu nem comecei o ensaio geral ainda!
.
.
.
adoooro.
daqui duas semanas são 32. acho que já consigo dirigir meu próprio espetáculo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

encaixotando

esta noite finalmente eu comecei.
comecei vagarosamente a colocar tudo nas malas, nas caixas.
encaixotar não é tão ruim.
cada pedaço de pano, de papel ou sapato, tudo ali tem uma história.
uma história que é minha e me acompanha por onde eu for.
entre uma fuga e outra fui juntando trapos, fotos e fatos.
entre desencontros e milhares de encontros.
as vezes cinematográficos, outros nem tanto, mas juntando tudo, colocando no mesmo balaio o saldo é sempre positivo.
ed motta me acompanhou nesta primeira leva de empacotamento.
ele e aquele olhos apertados que não saem da cabeça.
ele e aquele sorriso tímido quase sem vontade.
amanhã tem mais.

sábado, 11 de abril de 2009

é isso por hoje

o Mar, segundo Eduardo Galeano

Diego não conhecia o mar. O Pai, Santiago Kovadloff,
levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fugor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente coseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!

(Eduardo Galeano in O Livro dos Abraços)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

musicais

feriadão com encontros. deixemos os desencontros pra depois.
não teve nada demais. foi bom na medida certa...
foi musical.
ré um cima de mi sem dó.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

nublados

eu acho que os dias nublados deveriam ser abolidos.
aqui em brasília eles existem pra fazer a gente se sentir ainda mais solitária.
e já tem umas quatro manhãs que o sol se recusa aparecer...
na verdade eu sinto esses dias muito iluminados.
boa noite.

paulista

eu gosto de Adoniran,
de Jair Oliveira, do Bexiga e da Vila Madalena.
eu amo Céu, Dona Zica, Luiz Tati e Tom Zé.
eu assisto Terça Insana, eu tenho saudades do dog da USP, do Espaço Unibanco, da breja gelada do BH e do PF do Estadão.
sou fã do Arnaldo Antunes, Anna Mulayert, Marcelo Masagão, Paulo Miklos e dos espetáculos da ECA e do CPT.
eu quero caminhar pela avenida paulista!
eu sou paulistana meu!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

entre um B e outro... aqui vou eu!

eu tentei me apaixonar por vc.
perdidamente. é, perdidamente pq pra mim é assim, é sempre coisa de pele.
tem que bater os olhos e sentir algo diferente no primeiro momento.
e foi mais ou menos assim. a primeira vez que bati os olhos em você te senti diferente, claro, todo mundo sente vc assim... não deu pra sacar logo de cara qual era a tua, qual era a minha, mas eu sabia que ia rolar alguma coisa.
rolou.
rolaram dois anos de entendimentos e desentendimentos.
me senti extremamente solitária contigo. você não conseguiu me abraçar do jeito que eu precisava, não me acolheu como eu queria ou imaginava.
mas me deu algo que eu jamais vou esquecer e nunca vou conseguir retribuir: maturidade!
você me obrigou a viver, a pensar em coisas que eu jamais imaginei sozinha. aos trancos e barrancos você me fez crescser. obrigada!
eu te agradeço com a alma, e te peço desculpas por ter que te deixar pra trás.
eu tentei mesmo me apaixonar, me esforcei, dei o melhor de mim nos últimos meses, mas foi o meu máximo. você também não colaborou muito... existem milhares de coisas em você que são assim há 48 anos e não vão mudar. paciência. eu não te condeno, não te culpo, apenas entendo e tiro meu time de campo.
é isso brasília. valeu por cada momento.
mas botucatu me espera com a certeza de um amor incondicional. repleta de ipês coloridos, de morros, subidas, descidas, esquinas... ah! com milhares de esquinas! e casarões do século passado! e ruas de paralelepípedo e praças! muitas praças!
eu proponho um acordo. nosso caso será diferente. um novo caso de amor.
eu volto sempre que puder. uma vez por mês no mínimo. e aprendi a te respeitar como tu és. e a gente vai caminhando. estou pensando em novas formas de viver a nossa relação.
é isso.

quinta-feira, 26 de março de 2009

volver

Retorno não.
Re-torno.
De tornar novamente.
De continuar na estrada já traçada depois de um período de renovação.
Começar de novo.
Não gosto de retorno, prefiro novo começo.
Eu sou outra. A cidade é outra.
Só os ipês e o sino da igreja que continuam lá implacáveis, prontos pra me receber de braços abertos. E eu volto correndo.
Botucatu aqui vou eu...

quarta-feira, 25 de março de 2009

vai estreiar!

a série é "sua escola, nossa escola" mas poderia plagiar fácil fácil aquele banco que até já faliu, e ser "gente que faz"... nossa, foi muita gente fazendo mesmo. fazendo no dia a dia das escolas, e fazendo por trás das câmeras.
eu tava lá, na produção. e agora mostro toda orgulhosa pra vcs.
quem tiver a oportunidade, assista!

terça-feira, 24 de março de 2009

tv drops II

obaaaaaaa!
hoje eu vou dormir assistindo pela enésima vez "os normais", o filme.
adoro, simplesmente adoro, a cena com as explicações mega didáticas sobre o tamanho do O.B. e a inveja da xoxota média. vale o filme todo.
saudades de assistir besteirol.
boa noite.

tv drops

que planeta é esse onde você não casa com o seu grande amor, e como castigo é obrigada a ter que passar uma linda noite de amor com o rodrigo lombardi?
tem passagem?
só de ida?
hunf.

domingo, 22 de março de 2009

mais um domingo

será que eu fugi? acho que não... foi preguiça mesmo.
falta de vontade de passar por aqui.
continuei lendo diariamente meus queridos companheiros noturnos na lista ali ao lado, e como gosto disso! mas sinceramente aparecer aqui sem vontade acho que seria ruim pra mim, pior pra vocês.
mas cá estou.
domingão, final de dia, começo de noite, chuva chegando e a segunda-feira sussurando em meu ouvido.
e eu não tenho TV à cabo, lembram?
tô tendo que engolir o faustão mega-mala, coitado.
enfim, as coisas por aqui estão se acertando e daqui a pouco tenho boas novas, espero dividí-las em breve.
por enquanto divido meu domingo diferente. acordei bem cedo, como não é de costume nesse dia, e fui fazer uma visita especial. muito especial pra mim... conheci o lar são francisco de assis, e entre velhinhos e velhinhas impossíveis de descrever aqui, passei a manhã de domingo ensolarada pelo sol mais iluminado do mundo.
um beijo pra minha amiga querida que me levou nesse lugar.
e boa semana pra todo mundo.

terça-feira, 10 de março de 2009

calando

eu podia falar sobre o gol do ronaldinho que foi a maior chacota e virou notícia a semana toda, mas eu não curto futebol.
eu também poderia falar sobre a garota de nove anos, grávida de um estupro do padastro, e todas as asneiras que a igreja católica continua teimar em gritar aos quatro ventos, mas não tenho estômago.
podia comentar sobre a novela das oito, as demissões da embraer, a imbecilidade do pedro bial, ou o site pra baixar filmes brasileiros que me indicaram essa semana.
mas eu prefiro não falar nada.
porque na verdade eu tenho outra coisa importante pra dizer, mas não posso.
é tempo de calar. silenciar e sentir.
quem sabe esperar...

quinta-feira, 5 de março de 2009

e agora?

as vezes a gente fica naquele momento crucial.
aquele momento do vai ou racha.
de não saber se casa ou compra uma bicicleta.
e o pretendente é perfeito, e a bicicleta a melhor do mundo...

quarta-feira, 4 de março de 2009

é proibido falar

eu não posso falar muito porque o meu palavrório sobre esse assunto resultaria em J.C. como diria uma amiga aqui da produtora...
e J.C. não é jesus cristo, e sim justa causa mesmo. demissão forte.
o lance vocês já sabem: exibimos o filme, antes da sua finalização, com a presença do diretor para um debate.
a platéia (e os funcionários...) se comprometem a não divulgar o conteúdo, e respondem a um questionário.
a pesquisa de opinião tabulada e uma cachoeira de informações, críticas e sugestãoes caem no colo do diretor dali alguns dias.
mas esse mês foi foda...
eu sei que eu não posso, mas não pude me conter, e esse blog nem é tão lido assim, enfim, só posso dizer que eu fiquei num tesão enorme ouvindo aquelas pessoas comentarem o filme... imaginem como deve ter ficado a anna muylarte, nossa convidada desse mês.
e o filme é duca mesmo. é paulista meu. tenho dito.
eu falei mais do que devia, a dica está dada.
o resto você fuça no youtube e tira suas conclusões.

terça-feira, 3 de março de 2009

meu tesouro

alguém já disse que vai te guardar na caixinha do tesouro do porto das galinhas?
pois bem. pra mim já.
era um domingo ensolarado. final de tarde, um entardecer lindíssimo. fui ao aeroporto buscar meus tios que voltavam de uma semana de férias em porto de galinhas.
e lá estava ela. aquela criatura linda com menos de um metro e meio, vestidinho rodado, nem três anos ainda.
ela estava morrendo de saudade da vóvóisa e do vovôide. por isso nos encontramos.
a avó dela, minha tia no caso, havia trazido uma caixinha bem pequena.
pequena mesmo, um pouco maior que a palma da mão da criança.
e naquela caixinha havia um tesouro. eram muitas conchinhas, recolhidas pela avó com o maior amor do mundo. e ela veio me mostrar toda orgulhosa: olha a caixinha do tesouro do porto das galinhas, foi a vovõ que trouxe.
e eu encantanda: são conchinhas!
ela: não! é um tesouro!
e entre beijos e abraços de alegria por reencontrar a vovó, quando nos despedimos ela me vem com essa pérola: vou guardar a tia bela na caixinha de tesouro do porto das galinhas...
nem preciso dizer né... eu tô lá. junto com o tesouro.
só pedi pra ela abrir a caixinha e me dar boa noite todo dia porque eu tenho medo do escuro. vocês precisavam ver aquela carinha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

até quando?

"Sentada na cama, tirou as sandálias, olhou para os pés e disse: até quando caminharão sozinhos? Ninguém perguntou: o que você disse? No quarto só havia ela, uma mulher que usava sandálias todos os dias para ir ao trabalho. Sozinha, deitou-se na cama e ficou passando a planta dos pés nús na maciez do lençol de seda. O lençol de seda ela ganhou de si mesma como presente pelo seu quadragésimo aniversário. Ela gostava de se presentear na data do seu aniversário. Esta mania começou aos vinte, quando deu a si mesma um par de brincos de pérolas falsas. Desde então, sempre foi assim, sempre se presenteava no dia seis de abril...
E hoje era seis de abril. Na cama, abriu a bolsa e tirou um pequeno embrulho vermelho.
Apalpou o conteúdo do embrulho e disse, sem que ninguém pudesse ouvi-la: até quando?"

alessio di pascucci.

ele me confessou que foi praticamente uma psicografia... eu fiquei contente por ele ter lembrado de mim, mas fico triste ao imaginar que posso acabar meus dias assim...
enfim, só sei que tem dias que a única coisa martela o meu juízo é a eterna pergunta: até quando?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

linha de passe

hoje eu estava parada no projeto de trânsito que rola em brasília.
eu estava ali, bem no meio do X, no eixo central, dando a volta na rodoviária, passando em frente a esplanada, no início da curva em direção a asa norte...
foi quando eu reparei aquele fusca branco conversível.
eu adoro fuscas.
conversível então é puro charme.
estava garoando. aquela chuva de spray, sabe como é?
é difícil fazer frio em brasília, mas rolava uma brisa geladinha.
e tudo contirbuía pro cenário melancólico e solitário no final de uma tarde cinzenta pós feriadão.
e dentro do fusca havia um casal.
um casal que conversava e ria no conversível. ria mesmo chovendo.
e se beijavam também. e eram tão felizes!
e aquilo meio que começou a doer no meu estômago. sei lá se é mesmo estômago.
eu sei que é bem aqui entre meu peito, meu umbigo, minha cabeça e meus pés.
e quando eu estava quase me desfazendo em lágrimas. quando eu estava prestes a descer do carro implorando pra que eles sumissem da minha frente eu ouvi aquela voz ao fundo...
era o joão bosco. era a rádio nacional.
era Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu
Rabada com angu, rabo-de-saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
E bolo de fubá, barriga d'água

era o pega lá no toma-lá-dá-cá, do samba
Um caldo de feijão, um vatapá, e coração
Boca de siri, um namorado e um mexilhão
Água de benzê, linha de passe e chimarrão
Babaluaê, rabo de arraia e confusão...

aí eu aumentei até onde deu.
gritei, sambei do quadril pra cima e ri da vida.
e achei o máximo poder rir de mim e da minha solidão.
adoro samba. e acho que estou mesmo na linha de passe.

chicando

ontem eu fui assistir "o leitor".
e o que eu mais gostei foi a parte bem do começo.
começo do começo.
quando passou o trailler do "budapeste".
quase morri.



depois eu comento a kate que estava realmente maravilhosa. mas por hora é o chico. sempre o chico.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

pede a banda pra tocar um dobrado...

essa semana eu aprendi algumas cousas.
aprendi com seu murilo* que um dobrado cura tudo.
com seu olímpio**, que apesar de a maioria desejar aposentar-se quando finalmente acontece, mesmo aos 91 anos, pode ser assustador.

percebi que quanto mais lotado melhor, que posso comprar queijo do reino a 12,90 o kilo...

e que provar o pedaço de abacaxi mais doce do universo é uma experiencia única.

também descobri que comprar cachaça é uma tarefa muito complexa quando se está em minas. são mais de 50 tipos, com nomes, cores e rótulos diferentes em uma mesma prateleira podem te deixar alucinada.

por enquanto foram cinco dias de muito trabalho num sobe e desce frenético no elevador onde a ascensorista, que nunca te viu na vida, te beija e te deseja um bom dia todas as 50 vezes que vc o utiliza... não dá pra ficar de mal humor.

difícil vai ser voltar pra casa.
eu poderia ter nascido mineira.

agora eu vou curtir minha tv a cabo no 802. boa noite que amanhã tem mais minas gerais.

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*murilo pereira, frequentador do mercado central de belo horizonte, 84 anos, com corpinho de 79, segundo o próprio.

** olímpio martelleto, 91 anos, ex-proprietário do ex-armazém aymoré. dedicou 75 anos de sua vida ao armazém. aposentado desde o ano passado continua indo diariamente ao mercado central.


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

comida de boteco

fome. fome. fome.
já ouviram falar em comida de boteco?
tô indo conferir um dos pratos vencedores... voltemos ao assunto "não tem como ser ruim"...
almôndegas de carne seca
recheio de queijo parmesão
creme de abóbora
pimenta de cheiro
.
é. não tem mesmo não.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

... eu tive um pesadelo agora!

tem coisa que não existe a possibilidade de ser ruim.
já falei sobre esse assunto em outro post e por isso venho aqui me retratar publicamente.
deixe-me explicar melhor...
leite condensado com chocolate. tem como ficar ruim? não, não tem.
misturar creme de leite, leite condensado e suco de maracujá tem como ficar ruim? não, também não tem.
é mais ou menos esse o sentido da história, coisas boas misturadas sempre ficam melhores ainda, e foi nesse clima que depois de um dia mega cansativo e de ralação total no mercado central de BH, que eu, ao invés de quietar e repousar, corri pro teatro da cidade assistir "mulheres de hollanda".
é chico buarque. não tem como ser ruim.
ledo engano...
gente, sem chance.
piegas. brega. cantoras-atrizes que não fazem nem uma coisa nem outra.
figuras masculinas sem a menor expressão.
(minha amiga jura que viu ele mexendo a sombrancelha na quarta música!)
enfim, me sinto péssima em falar mal da "arte alheia", cada um no seu quadrado, mas eu não me contive dessa vez... o "espetáculo" era pra ter um pé no drama, eu pelo menos achei que essa foi a vontade do diretor, mas o drama virou um dramalhão e eu tive vários acessos de riso nas partes mais melodramáticas...
ui. vergonha alheia o tempo todo. melhor que regina duarte.
resumindo: as vezes aquilo que tem tudo pra ser bom, pode não ser... hunf.
não compre gato por lebre, não crie expectativas, e não convide o chico pra ir ao teatro da cidade nos próximos finais de semana.
amanhã tem mais BH. e sem teatro, prometo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

nas gerais.

na quarta tem belorizonte com casa do conde, iphan, mercado central e tudo que é queijo, doce e pimenta. e biju, cerveja, toucinho, panela, peso de porta, filhote, damasco, uva passa, queijo coalho, queijo bola, queijo fresco, queijo. muito queijo. vai ter até entrevista com fernando brant.
ufa!
na volta eu conto.

call me

bom mesmo é poder ter um celular com bônus ilimitados principalmente para fazer interurbanos.
tudo na faixa.
o resto é conversa. e muito da fiada.
saudades dos amigos que estão longe.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

síndrome II

teve também cinema na quinta com direito a roda de violão em uma praça qualquer que eu não me lembro o nome... e eu que pensei que essas coisas não acontecessem em brasília.
enfim, pensei em falar do filme, deu preguiça.
pensei em escrever uma breve tese sobre as rodas de violão onde as pessoas insistem em tocar raul seixas... tstststs. desisti tbm.
do texto e da roda.
acho que é a preguiça da sexta.
companhias agradabilíssimas ontem à noite. apesar do raul.
teve fagner também. mas esse é bacana.
de verdade. e o coração continua alado.
viva a sexta feira!

síndrome

acho que todos os blogueiros de plantão ou não já sofreram dessa pequena síndrome.
síndrome do pensamento que foge quando estamos na frente do teclado.
essa semana foi intensa.
na terça rolou de encontrar o diretor do longa exibido no Teste de Audiência no aeroporto, como ele não me conhecia, lá vai eu com uma singela placa na mão: ANDRÉ KLOTZEL.
pensei em escrever sobre os encontros e desencontros que acontecem nos aeroportos, fiquei ali parada esperando o cara chegar e fiquei imaginando quantas lágrimas, seja de alegria, tristeza ou saudade, as paredes dos aeroportos guardam... quando percebi que o assunto me deprimia logo imaginei que talvez um espírito de porco pudesse chegar pra mim e dizer: olá! tudo bem? eu NÃO sou o andré klotzel. e sair de perto chacotando de mim. hahahaha.
isso riam, eu ri. e me deu a maior vontade de fingir ser outra pessoa, apenas por alguns instantes, quando eu estiver desembarcando em algum lugar por aí...
enfim, o assunto fugiu... acho que era isso...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

você percebe que já não é mais a mesma...

...quando não faz muita diferença ter caído na balada na sexta à noite ou ter ficado em casa na cia de um bom filme ou seriado.
...quando conversar com pessoas mais velhas, cheias de histórias pra contar, tomando um drink qualquer pode ser mais divertido, e com certeza é, do que a melhor boate da cidade.
...quando todo e qualquer atendente de mercado, farmácia ou boteco te chama de senhora. – aquela senhora ali!
...quando passar o tempo rodeada pelos filhos dos amigos, se lambuzando de chocolate e assistindo desenho animado é bem mais legal do que você imaginava.
...quando você sai pra dançar e antes mesmo das três já está morta de cansaço, implorando pela sua cama.
...quando beber muda de significado, ao invés de encher a cara de cerveja quase toda a semana, passa a ser curtir algum destilado, muito bem acompanhada, sentindo seu corpo se entorpecer lentamente.
... quando você entra num bar todo estiloso e ao invés de virar uma long neck, prefere saborear um capuccino.
Velhota!