sexta-feira, 1 de maio de 2009

sem censura

Aquela empatia toda não era gratuita nem tampouco uma via de mão única.
Ou será que realmente ela estava ficando maluca e enxergando coisas que não existiam?
Se perguntou milhares de vezes se os sinais eram sinais reais.
Seus pensamentos já haviam lhe pregado peças outras vezes, não queria correr o risco, se sentia fragilizada o suficiente pra não suportar outra derrota.
Mas não era possível... aqueles olhares. Eram apenas olhares, entendia isso... mas não eram olhares singelos e inocentes. Os dela não eram, e ele retribuía, não fugia pelo menos.
Ela sentia uma fragilidade naquele olhar, tanto quanto no dela.
Eles, os olhares, eram cúmplices de algo que estava por vir... ou não.
Desejo. Tudo baseado no desejo, e não havia nada demais nisso.
Sabia o quanto aquela boca combinava com a dela.
O quanto aquela mistura a atraía.
Mas a falta de disposição ou talvez a facilidade das coisas mudaram o rumo da história.
E foi dormir pensando o quanto as vezes é fácil demais esquecer.
Caiu num sono pesado, sabendo que o dia seguinte teria o gosto de movimento na boca. E movimento é sempre bom, sempre.
Inclusive em momentos como aquele.

Um comentário:

. Juliana . disse...

desejo... sei, viu?!
kkkkkkkkkk =)
se jooooooga!