segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

com os meus botões


o curioso caso de benjamin button

você pode xingar, você pode se revoltar, você pode espernear...
mas em certos momentos, certas circunstâncias da vida, você só precisa aprender a aceitar.
e foi assim, logo após o entardecer de um domingo meio nublado, meio ensolarado, nem lá nem cá, que resolvemos ir ao cinema.
a proposta era algo relaxante e logo nos primeiros minutos me dei conta da escolha “errada” (e bota mais aspas nisso).
tem que assistir pra entender.
tem que pensar pra entender.
tem que sentir pra entender.
tem que ter mais de trinta,
tem que ser controladora demais.
aquela que acha que controla a dor, tanto no tamanho quanto no surgimento.
tem que ter uma dose excessiva e ilusória de perfeição.
e um medo paralisante do inesperado.
Com tudo isso você estará pronto (a) pra assistir o filme...
(ou não...)
Tem que estar passando pela fase de mudanças reveladoras.
Tem que estar disposta a enxergar além da velhice ou da juventude.
Tem que estar remando, remando... mesmo sem saber onde chegará.
É preciso despir-se da utopia relacionada ao segredo da vida.
porque na verdade a vida é assim mesmo: uns nascem pra fazer botões, outros pra música, outros pra levar raios na cabeça... e tudo isso pode ser bem simples, ou complicado, ou deliciosamente leve. Depende de como você toca o barco.
eu estou vivendo e aprendendo a jogar.
nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas sempre indo ao cinema.


2 comentários:

Patrícia Del Rey disse...

Deu vontade de correr para o cinema, escrever um poema e desaprender a viver.

um beijo

ANNA disse...

Falou tudo!!!
Eu fiquei engasgada demais e foi difícil escrever alguma coisa sobre o filme.

Assino embaixo tudo o que disse!

Beijos!