quarta-feira, 14 de outubro de 2009

pelas tabelas

Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim...
só não rola bater as panelas porque não tenho tantas assim...
rsrs.
vou caminhar no lageado.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

terezinha?

hahahahaha.
o trailer já diz tudo.
fiquei com mais vontade ainda de assistir, primeiro porque tudo isso faz parte da minha infância, impossível não acionar uma memória afetiva, segundo porque curto documentários e terceiro porque é a história do chacrinha porra!



zanin, crítico do estadão, para meu grande espanto só se pronunciou assim:
"VAi aí, a seco, a premiação do 13 Festival de Recife. Ganhou o mais polêmico dos longas, Alô, Alô, Teresinha, de Nelson Hoineff, sobre Chacrinha. Aliás, um filme que incorpora o espírito do Velho Guerreiro. E que, portanto, veio para confundir e não para explicar"

hahahaha.
de novo. hahahaha.
assistam o trailer.

água, açúcar, lágrimas e um bom final de feriado.

depois de instalada na nova kit, internet bacana, vizinhos sossegados, passarinhos me acordando toda a manhã e visita da família, faltava apenas me cadastrar em alguma locadora.
por ser a primeira locação só pude trazer dois títulos, claro, eles não me conhecem ainda e posso ser uma inveterada ladra de DVDs, ok.
lá fui eu de volta pra casa com dois filmecos brasileiros, claro, debaixo do braço encerrar meu feriadão debaixo das cobertas.
fazia tempo que eu queria assistir os ditos...
era uma vez... de breno silveira e o signo da cidade de carlos alberto ricceli.
bom... enfim. é isso.
eu gosto mesmo, choro mesmo, inclusive de desespero ao ver o filhote da bruna lombardi com o ricceli pensando que é ator, mas tudo bem, eu curto mesmo assim.
estou voltando a ativa devagarinho. tenham paciência.





quarta-feira, 7 de outubro de 2009

em se plantando, tudo dá.


O que faria com que você deixasse de comprar um chá no mercado e plantasse sua própria erva? Plantando no seu quintal você saberá a procedência do produto e ainda colhe a folha fresquinha, tirada da terra naquele momento. Fernanda Ribeiro da Silva, 24 anos, é técnica florestal e trabalha com extensão rural agroecológica focada no desenvolvimento da agricultura familiar. Fomos conversar com ela para saber um pouco mais das maravilhas de ter em seu próprio quintal um canteiro com plantas medicinais.

“Quando você planta em casa aprende muito mais sobre a planta, adquire uma intimidade com as folhas, acaba estudando quais os benefícios que aquela planta trás, além de estar estimulando a biodiversidade da flora, dos animais, as formigas, os insetos que vêem polinizar, ou seja, você está cuidando de você e dos bichinhos”, sorri Fernanda.

Essa temática além de estar ligada ao meio ambiente também perpassa pela cultura popular, o trabalho da técnica florestal é de resgate dessa cultura que foi se perdendo com o tempo. “Antigamente, principalmente as mulheres, sabiam o que cada plantinha poderia oferecer, hoje a indústria farmacêutica acaba tirando esse conhecimento da população; por exemplo, poucas pessoas sabem que o princípio ativo da novalgina é a mil folhas. É claro que as pessoas devem procurar um médico quando não estiverem bem, mas ter esse conhecimento, essa proximidade com a natureza e tudo que ela pode oferecer ajuda muito, e com certeza previne muitas doenças”, explica.

Hoje em dia a produção de fitoterápicos vem crescendo consideravelmente e as informações são muito mais acessíveis, os recursos de comunicação são mais democráticos. Portanto esse resgate está aumentando cada dia mais, então por que não reservar um pedaço de terra, um pequeno canteiro do seu quintal para plantar camomila, erva-doce ou manjericão?

“A alimentação também cura. Você sabe o que tem na alface? Alface é calmante assim como a erva-doce. Porque ao invés de tomar um analgésico quando está com cólicas você não experimenta tomar um chá de erva-doce e colocar uma bolsa de água quente na barriga primeiro?”, pergunta.

Uma curiosidade contada por Fernanda é que muitas mulheres em assentamentos pelo país, se utilizam de comprimidos de farinha feitos por elas mesmas. Quando a erva é muito amarga ou azeda, é feito um composto com mel e farinha em forma de comprimidos para facilitar a ingestão.

É aconselhável procurar um profissional que trabalhe com fitoterápico para saber a melhor utilização das plantas medicinais. “Procure um profissional, converse com seus avós, os mais velhos possuem conhecimentos incríveis sobre plantas medicinais! É preciso resgatar e valorizar esses conhecimentos!” aconselha.

E será que é difícil começar a plantar em casa? Fernanda diz que não. “Observe seu quintal, veja que horas e onde bate sol, pesquise se aquela planta gosta de água uma ou duas vezes ao dia, se é da mata atlântica que é mais úmida, ou do cerrado que é mais seco, plante no seu quintal, seja feliz!” encerra.

A técnica florestal pede que eu encerre a entrevista enfatizando que o chá é preventivo de muitos males, que é bom acostumar-se a beber chá, é saudável incluir o chá na sua alimentação, mas que é preciso usar o bom senso, tomar cuidado e consultar um especialista. “O chá verde, por exemplo, é muito bom para limpar o organismo, queimar gorduras, é diurético, mas só deve ser tomado uma hora depois das refeições. A má utilização de fitoterápicos e ingestão de chás é preocupante porque da mesma maneira que faz bem pode fazer muito mal. Orientem-se. Um site confiável é o do Ministério da Saúde, existe uma sessão especial para fitoterápicos” finaliza.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

universo feminino

enquanto me falta tempo e sobra falta de imaginação, apresento-lhes meu querido amigo Patrick Landall.

Patrick Landall é um homem solteiro, já teve relações duradouras, outras nem tanto. Trabalha com história, cinema, educação, radialismo, troca lâmpadas, conserta vazamentos, só não lava roupas. Sua idade e localização não importam, ele vai responder suas perguntas porque antes de qualquer coisa é apaixonado por mulher.

pra quem ainda não sabe, sou editora do jornal semanal Universo Feminino, aqui na gélida e aconchegante Botucatu, e patrick responde as dúvidas sentimentais e sexuais da mulherada que lê o jornal. também quer? manda um email: isabela@jornaluniversofeminino.com.br

veja qual foi a da última semana:

Você acha que os homens de hoje em dia ainda são atraídos apenas por mulher gostosa ou mulher inteligente também é atraente?

Cara leitora. Antes de mais, nada vamos partir de um pressuposto: homem gosta de mulher de qualquer jeito. Algumas pesquisas científicas já comprovaram que um homem comum pensa em sexo dez mil vezes por dia. Eu diria que ainda é pouco. Pensamos em sacanagem duzentas milhões de vezes por dia, imaginando como seria traçar a vizinha, a colega de faculdade, a balconista da padaria. Essa é inclusive a única motivação que nos faz sair da cama diariamente, pois um mundo cem por cento masculino estaria fadado à auto-aniquilação instantânea. De modo que o homem gosta tanto de mulher gostosa quanto de mulher inteligente. Ambas são fascinantes. E sinceramente acho difícil definir até que ponto Fulana é só “gostosa” ou Cicrana é só “inteligente.” As mulheres são em geral tão fascinantes que essas categorias acabam limitando a compreensão desse ser múltiplo e inesgotável. Por exemplo: a mulher inteligente é aquela que cita James Joyce e Witgeinstein? Que lê o New York Times diariamente? Que fala cinco línguas? Qual o limite entre a inteligência e a chatice? Inclusive, a moda entre os psicólogos hoje não é dizer que o Coeficiente Emocional é muito mais importante que o famoso QI (Coeficiente de Inteligência)? Desse ponto de vista, quem tem mais jogo de cintura, a Marilena Chauí ou a Mulher Melancia?

Minha amiga, não se engane: o homem é movido pelo pensamento constante de se dar bem com as mulheres, sejam elas gostosas, inteligentes, safadas, burras ou até feias. A mulher é um ser tão fascinante que até as suas imperfeições se tornam bonitas, suas idiossincrasias acabam virando charme, suas celulites uma metáfora da nossa mortalidade, imperfeição e incompletude. Há inclusive na mulher “burra” um vasto território a ser desbravado, um desconhecimento sobre os grandes temas da literatura, do cinema e da filosofia que pode e deve ser preenchido. Ela pode ser ensinada, educada, polida e trabalhada para ser “apresentada à sociedade”, ou seja, pode acompanhar o seu namorado a uma palestra sobre psicanálise e ainda fazer duas ou três observações inteligentes, o que não é lá tão difícil. Já a mulher “inteligente por natureza” pode até ser uma bela e agradável companhia, desde que respeite o universo masculino (futebol + boteco) e não fique citando Simone de Beauvoir toda vez que for lavar uma cueca ou esquentar uma janta. Deu pra esclarecer alguma coisa?


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

metamorfose através da arte



Alberto de Azevedo Pinheiro, 49 anos, artista plástico, coordenador da Casa Dia – Casa Diarts de Botucatu, dependente químico, teve seus trabalhos, muito interessantes, diga-se de passagem, no MAC Itajahy Martins na primeira quinzena de setembro.

O trabalho de Alberto já me chamou a atenção mesmo antes de visitar a exposição, simplesmente pelo fato de saber da sua matéria prima. Ele dá vida a objetos de ferro velho que estariam totalmente inutilizados. Tratando-se de um planeta muito necessitado de trabalhos como esse o mérito já estaria garantido, porém, fui até lá ouvir sua história e me surpreendi ainda mais.

Alberto é coordenador da Casa Dia de Botucatu, casa de apoio a dependentes químicos e está em Botucatu há sete anos. “Estamos engatinhando num processo de transformar a Casa Dia numa casa auto-sustentável, precisamos de apoio da população, precisamos de doação de tempo mais até do que a doação de bens materiais, mas isso é muito difícil de conseguir pela falta de conhecimento das pessoas e preconceito também”, explica. Alberto veio da Casa Dia de Americana e desde então trabalha para que os atendidos aqui em Botucatu descubram o que ele próprio descobriu. “Lá eu percebi que a arte trabalha terapeuticamente os meus conflitos e os conflitos de outras pessoas. Aqui dou oficina, a capacitação através da arte”, conta.

A Casa Dia atende 20% dos internos gratuitamente, os demais pagam apenas a estadia, o custo que a casa tem com aquela pessoa em relação à alimentação e moradia, o tratamento não é cobrado de ninguém, e por isso a carência é justamente no campo de oficinas, de passar o tempo com os internos dando-lhes mais motivos para mudança de hábitos e vida. Oficinas de bambu, argila, culinária, são algumas que acontecem, mas é preciso mais participação da população.
O material utilizado por Alberto em suas esculturas é sucata que na maioria das vezes estava indo pro aterro da cidade e poluindo o lençol freático, e o mais interessante é que a própria estrutura da Casa Dia já tem essa característica. “A Casa foi construída com material de demolição, com o excesso do lixo da sociedade que não foi aproveitado. Isso nos preocupa também, existe uma preocupação em relação à facilidade com que as pessoas jogam as coisas no lixo justamente pela facilidade de compra. Utilizamos material de demolição, restos das caçambas públicas. Não é necessário gastar dinheiro com coisas novas, elas podem ser reaproveitadas, transformadas, trazendo uma economia pública e ambiental sem precedentes e principalmente um benefício social quando trabalhamos com esse material em oficinas”, explica.

O acervo que estava exposto no MAC foi criado especialmente para a exposição Metamorfose, todas as peças estão a venda e o artista aceita encomenda de novas peças. Alberto termina nossa conversa fazendo um convite aos artistas da cidade: “Temos diversos ateliês na Casa Dia, tais como, marcenaria, pintura, corte de cabelo, computação. Temos espaço de ensaios para grupos de teatro e dança, por exemplo. É uma forma de os artistas da cidade conhecerem o nosso trabalho, e ao mesmo tempo darem oportunidade aos dependentes químicos de participarem de oficinas, um modo de conhecer e trazer à tona novas aptidões”, encerra.




terça-feira, 1 de setembro de 2009

traço do arquiteto... gosto tanto dela assim.

http://vimeo.com/6343668

me deu a maior saudade de brasília.
e nem posso chamar de minha cidade.
foi meio que um amor vagabundo...