entre um vento frio, um capuccino quente, ruas de paralelepípedos e um cigarro fumegante, cá estamos nos reunindo novamente.
dessa vez os planos são outros, talvez um pouco mais ousados.
faltam alguns elementos do momento anterior, mas como esse é um novo momento me resta apenas sentir saudade e ver para crer.
botucatu não é a mesma e eu muito menos.
bora trabalhar que a pegada agora é essa.
MOSTRA LATINO AMERICANA.
essa é a bola da vez.
já tem até sugestões de filmes...
preciso sair do ponto morto e engatar a primeira, e fica difícil sem saber se viro à direita ou à esquerda.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
usher e entr'acte
A Queda da Casa de Usher
foi o primeiro da noite.
cinema mudo. preto e branco. impressionismo alemão. década de 30.
medo geral.
pensei que não conseguiria, que fosse pedir pra sair.
e foi justamente o contrário, experiência bacana.
pipoca, risadas, comentários durante o filme, trilha sonora perturbadora.
fiquei com vontade de repetir a dose, me acostumar com esse universo.
Entr'acte
foi o segundo da noite. já havia passado um tempo, as pessoas já estavam mais alcoolizadas, penso até que talvez possa ter sido uma estratégia dos organizadores.
enfim, outro susto. piração total.
uma das cenas mais bonitas que eu havia visto... um balé maravilhoso com a câmera por baixo da bailarina, aqueles trajes anos 30, enfim, corta para um rosto barbudo, de óculos e sem noção.
o grand finale com direito a varinha de condão e tudo mais... nem sei o que comentar!
cineclubismo, experimente você também!
foi o primeiro da noite.
cinema mudo. preto e branco. impressionismo alemão. década de 30.
medo geral.
pensei que não conseguiria, que fosse pedir pra sair.
e foi justamente o contrário, experiência bacana.
pipoca, risadas, comentários durante o filme, trilha sonora perturbadora.
fiquei com vontade de repetir a dose, me acostumar com esse universo.
Entr'acte
foi o segundo da noite. já havia passado um tempo, as pessoas já estavam mais alcoolizadas, penso até que talvez possa ter sido uma estratégia dos organizadores.
enfim, outro susto. piração total.
uma das cenas mais bonitas que eu havia visto... um balé maravilhoso com a câmera por baixo da bailarina, aqueles trajes anos 30, enfim, corta para um rosto barbudo, de óculos e sem noção.
o grand finale com direito a varinha de condão e tudo mais... nem sei o que comentar!
cineclubismo, experimente você também!
sem censura
Aquela empatia toda não era gratuita nem tampouco uma via de mão única.
Ou será que realmente ela estava ficando maluca e enxergando coisas que não existiam?
Se perguntou milhares de vezes se os sinais eram sinais reais.
Seus pensamentos já haviam lhe pregado peças outras vezes, não queria correr o risco, se sentia fragilizada o suficiente pra não suportar outra derrota.
Mas não era possível... aqueles olhares. Eram apenas olhares, entendia isso... mas não eram olhares singelos e inocentes. Os dela não eram, e ele retribuía, não fugia pelo menos.
Ela sentia uma fragilidade naquele olhar, tanto quanto no dela.
Eles, os olhares, eram cúmplices de algo que estava por vir... ou não.
Desejo. Tudo baseado no desejo, e não havia nada demais nisso.
Sabia o quanto aquela boca combinava com a dela.
O quanto aquela mistura a atraía.
Mas a falta de disposição ou talvez a facilidade das coisas mudaram o rumo da história.
E foi dormir pensando o quanto as vezes é fácil demais esquecer.
Caiu num sono pesado, sabendo que o dia seguinte teria o gosto de movimento na boca. E movimento é sempre bom, sempre.
Inclusive em momentos como aquele.
Ou será que realmente ela estava ficando maluca e enxergando coisas que não existiam?
Se perguntou milhares de vezes se os sinais eram sinais reais.
Seus pensamentos já haviam lhe pregado peças outras vezes, não queria correr o risco, se sentia fragilizada o suficiente pra não suportar outra derrota.
Mas não era possível... aqueles olhares. Eram apenas olhares, entendia isso... mas não eram olhares singelos e inocentes. Os dela não eram, e ele retribuía, não fugia pelo menos.
Ela sentia uma fragilidade naquele olhar, tanto quanto no dela.
Eles, os olhares, eram cúmplices de algo que estava por vir... ou não.
Desejo. Tudo baseado no desejo, e não havia nada demais nisso.
Sabia o quanto aquela boca combinava com a dela.
O quanto aquela mistura a atraía.
Mas a falta de disposição ou talvez a facilidade das coisas mudaram o rumo da história.
E foi dormir pensando o quanto as vezes é fácil demais esquecer.
Caiu num sono pesado, sabendo que o dia seguinte teria o gosto de movimento na boca. E movimento é sempre bom, sempre.
Inclusive em momentos como aquele.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
virada cultural interestadual
olha só como a vida é bela e deus é justo...
ela partiria do cerrado na terça-feira dia 28.
e entre muitos contratempos precisou trocar sua passagem às pressas pro dia primeiro de maio...
mas vejam vocês... vai rolar sessão de cinema na casa de um querido com tantos outros queridos na quinta. e quando aterrisar em são paulo terá que escolher:
Tom Zé no Municipal
Fafá de Belém no Municipal
Marcelo Camelo na São João
Maria Rita na São João
CPM 22 no palco da República
Wando no largo do Arouche
acho que wando no Arouche vai ser tudo nessa vida.
ela partiria do cerrado na terça-feira dia 28.
e entre muitos contratempos precisou trocar sua passagem às pressas pro dia primeiro de maio...
mas vejam vocês... vai rolar sessão de cinema na casa de um querido com tantos outros queridos na quinta. e quando aterrisar em são paulo terá que escolher:
Tom Zé no Municipal
Fafá de Belém no Municipal
Marcelo Camelo na São João
Maria Rita na São João
CPM 22 no palco da República
Wando no largo do Arouche
acho que wando no Arouche vai ser tudo nessa vida.
desapaixonando-se
a missão era levar um envelope repleto de documentos importantes até o início da asa sul.
parecia fácil... mas eram 11 horas e o sol ardia na moleira.
desceu na rodoviária, pegou outro buzão, vulgo baú, e seguiu em frente, caminhando e cantando e seguindo a canção.
entregou o envelope um pouco decepcionada, pensou que a resposta viria no mesmo momento, mas teria que esperar até amanhã.
tentou retornar pra casa. ficou horas no ponto, depois horas na rodoviária novamente, caminhando de um lado pro outro e observando o caos instalado, instaurado e definitivo em que aquele lugar permanece.
trabalhadores, brancos, negros, crianças de colo, doentes, cheiradores de cola, trombadinhas, travestis, policiais, cobradores, motoristas, fiscais... ninguém consegue transformar o caos.
ônibus quebrados, guias imundas, filas enormes, de pessoas e de carros, atrasos incontáveis, e descaso total.
foi essa a minha indignação de ontem no final do dia.
nos meus dois anos de brasília, passei poucas vezes por isso, mas foram suficientes para que ímpetos de... de... de... extermínio me viessem à cabeça.
alguém tem o telefone do arruda aí?
parecia fácil... mas eram 11 horas e o sol ardia na moleira.
desceu na rodoviária, pegou outro buzão, vulgo baú, e seguiu em frente, caminhando e cantando e seguindo a canção.
entregou o envelope um pouco decepcionada, pensou que a resposta viria no mesmo momento, mas teria que esperar até amanhã.
tentou retornar pra casa. ficou horas no ponto, depois horas na rodoviária novamente, caminhando de um lado pro outro e observando o caos instalado, instaurado e definitivo em que aquele lugar permanece.
trabalhadores, brancos, negros, crianças de colo, doentes, cheiradores de cola, trombadinhas, travestis, policiais, cobradores, motoristas, fiscais... ninguém consegue transformar o caos.
ônibus quebrados, guias imundas, filas enormes, de pessoas e de carros, atrasos incontáveis, e descaso total.
foi essa a minha indignação de ontem no final do dia.
nos meus dois anos de brasília, passei poucas vezes por isso, mas foram suficientes para que ímpetos de... de... de... extermínio me viessem à cabeça.
alguém tem o telefone do arruda aí?
terça-feira, 28 de abril de 2009
apaixonando-se
eu cheguei a conclusão de que brasília é mulher de malandro.
agora que resolvi virar as costas ela fica se abrindo toda...
agora que resolvi virar as costas ela fica se abrindo toda...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
saudades do cerrado
uma loira, gaúcha, com o coração do tamanho do mundo, muita disponibilidade em fazer amigos, sempre pronta pra te estender a mão seja de dia ou de noite. companheira de horas difíceis mas que as vezes dá vontade de pôr no colo e dar umas boas palmadas e colocar de castigo. amo a barbarita.
outra lôra na minha vida de DF. fala pra caralho, fala mais que a boca e está tão disposta a ser tua amiga qto a primeira lôra. gostei desde o início, minha primeira amiga no cerrado. tem um nome tão diferente e especial quanto ela. amo a kalinka.
conheci dia desses. mas nem importa o tempo, importa só o quanto o cara é especial, tem história pra gente viver junto ainda, histórias de cinema! ralando um monte e descobrindo coisas. amo o thiago.
um dia eu achei que iria apanhar de alguém na rua de tão braba que ela estava. ledo engano, até parece que eu já não sabia que cão que late não morde... ela na verdade é um docinho escondido naquela casca de que não tá nem aí pra vc. participou de quase tudo da minha vida aqui. amooo a nat-nat.
ela acha que conhece a cidade inteira, quer confraternizar com o mundo inteiro porque tudo é uma grande festa. d, fotografa, pinta, borda, te dá bolsa e logomarca de presente. amo a polli.
a gente se viu poucas vezes nessa vida de cerrado. a primeira vez foi num show do bossacuca, e ele estava lá registrando meu encontro com o saxofonista mais maravilhoso do planeta terra. parece um irmão mais novo, é um gato, um gostoso, uma delícia de pessoa. amo o arthur.
ainda tem outras pessoas tão especiai quanto essas... uma família-torta que me adotou bem no início da minha caminhada nessa terra perdida. com tia, tio, primos postiços e uma prima de verdade, que me deu de presente um dos momentos mais especiais da minha vida: sua barrigona mexeu pela primeira vez quando estávamos comendo pipoca e assistindo sessão da tarde. Amo cada um deles. todos. inclusive o primo-eterno-primo e o filhotinho, claro.
tiveram outras duas figuras mega importantes e essenciais pra essa caminhada no distrito federal, e no meio de todo o turbilhão elas voltaram pras suas terras amadas, assim como eu estou fazendo agora. juanita e daniela. apesar de cariocas elas são bem legais...
e foi assim, desse jeito meio torto que eu resolvi gritar pra vocês todos o tanto que estão guardados aqui dentro pra sempre. eu espero cada um de vocês lá em botucatu pra gente continuar dividindo momentos especiais como os que vivemos aqui, só que com a presença de muitos sacis, cachoeiras, bolo de fubá, cineclube, teatro e música de raiz.
Já tô com saudade.
outra lôra na minha vida de DF. fala pra caralho, fala mais que a boca e está tão disposta a ser tua amiga qto a primeira lôra. gostei desde o início, minha primeira amiga no cerrado. tem um nome tão diferente e especial quanto ela. amo a kalinka.
conheci dia desses. mas nem importa o tempo, importa só o quanto o cara é especial, tem história pra gente viver junto ainda, histórias de cinema! ralando um monte e descobrindo coisas. amo o thiago.
um dia eu achei que iria apanhar de alguém na rua de tão braba que ela estava. ledo engano, até parece que eu já não sabia que cão que late não morde... ela na verdade é um docinho escondido naquela casca de que não tá nem aí pra vc. participou de quase tudo da minha vida aqui. amooo a nat-nat.
ela acha que conhece a cidade inteira, quer confraternizar com o mundo inteiro porque tudo é uma grande festa. d, fotografa, pinta, borda, te dá bolsa e logomarca de presente. amo a polli.
a gente se viu poucas vezes nessa vida de cerrado. a primeira vez foi num show do bossacuca, e ele estava lá registrando meu encontro com o saxofonista mais maravilhoso do planeta terra. parece um irmão mais novo, é um gato, um gostoso, uma delícia de pessoa. amo o arthur.
ainda tem outras pessoas tão especiai quanto essas... uma família-torta que me adotou bem no início da minha caminhada nessa terra perdida. com tia, tio, primos postiços e uma prima de verdade, que me deu de presente um dos momentos mais especiais da minha vida: sua barrigona mexeu pela primeira vez quando estávamos comendo pipoca e assistindo sessão da tarde. Amo cada um deles. todos. inclusive o primo-eterno-primo e o filhotinho, claro.
tiveram outras duas figuras mega importantes e essenciais pra essa caminhada no distrito federal, e no meio de todo o turbilhão elas voltaram pras suas terras amadas, assim como eu estou fazendo agora. juanita e daniela. apesar de cariocas elas são bem legais...
e foi assim, desse jeito meio torto que eu resolvi gritar pra vocês todos o tanto que estão guardados aqui dentro pra sempre. eu espero cada um de vocês lá em botucatu pra gente continuar dividindo momentos especiais como os que vivemos aqui, só que com a presença de muitos sacis, cachoeiras, bolo de fubá, cineclube, teatro e música de raiz.
Já tô com saudade.
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