um dia a gente acorda e se dá conta que a vida já existe há 31 anos.
que rolou infância, alfabetização, bolo de aniversário, presente do primeiro namorado, colo de avó, viagem de férias, amigos da escola, entrada na faculdade, primeiro emprego, segundo, terceiro, milésimo desafio, noites de paixões calientes, noites de solidão completa... e aí você se olha no espelho e se pergunta:
- uai, já começou?
quem tocou o terceiro sinal? mas eu nem comecei o ensaio geral ainda!
.
.
.
adoooro.
daqui duas semanas são 32. acho que já consigo dirigir meu próprio espetáculo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
encaixotando
esta noite finalmente eu comecei.
comecei vagarosamente a colocar tudo nas malas, nas caixas.
encaixotar não é tão ruim.
cada pedaço de pano, de papel ou sapato, tudo ali tem uma história.
uma história que é minha e me acompanha por onde eu for.
entre uma fuga e outra fui juntando trapos, fotos e fatos.
entre desencontros e milhares de encontros.
as vezes cinematográficos, outros nem tanto, mas juntando tudo, colocando no mesmo balaio o saldo é sempre positivo.
ed motta me acompanhou nesta primeira leva de empacotamento.
ele e aquele olhos apertados que não saem da cabeça.
ele e aquele sorriso tímido quase sem vontade.
amanhã tem mais.
comecei vagarosamente a colocar tudo nas malas, nas caixas.
encaixotar não é tão ruim.
cada pedaço de pano, de papel ou sapato, tudo ali tem uma história.
uma história que é minha e me acompanha por onde eu for.
entre uma fuga e outra fui juntando trapos, fotos e fatos.
entre desencontros e milhares de encontros.
as vezes cinematográficos, outros nem tanto, mas juntando tudo, colocando no mesmo balaio o saldo é sempre positivo.
ed motta me acompanhou nesta primeira leva de empacotamento.
ele e aquele olhos apertados que não saem da cabeça.
ele e aquele sorriso tímido quase sem vontade.
amanhã tem mais.
sábado, 11 de abril de 2009
é isso por hoje
o Mar, segundo Eduardo Galeano
Diego não conhecia o mar. O Pai, Santiago Kovadloff,
levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fugor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente coseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!
(Eduardo Galeano in O Livro dos Abraços)
Diego não conhecia o mar. O Pai, Santiago Kovadloff,
levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fugor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente coseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!
(Eduardo Galeano in O Livro dos Abraços)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
musicais
feriadão com encontros. deixemos os desencontros pra depois.
não teve nada demais. foi bom na medida certa...
foi musical.
ré um cima de mi sem dó.
não teve nada demais. foi bom na medida certa...
foi musical.
ré um cima de mi sem dó.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
nublados
eu acho que os dias nublados deveriam ser abolidos.
aqui em brasília eles existem pra fazer a gente se sentir ainda mais solitária.
e já tem umas quatro manhãs que o sol se recusa aparecer...
na verdade eu sinto esses dias muito iluminados.
boa noite.
aqui em brasília eles existem pra fazer a gente se sentir ainda mais solitária.
e já tem umas quatro manhãs que o sol se recusa aparecer...
na verdade eu sinto esses dias muito iluminados.
boa noite.
paulista
eu gosto de Adoniran,
de Jair Oliveira, do Bexiga e da Vila Madalena.
eu amo Céu, Dona Zica, Luiz Tati e Tom Zé.
eu assisto Terça Insana, eu tenho saudades do dog da USP, do Espaço Unibanco, da breja gelada do BH e do PF do Estadão.
sou fã do Arnaldo Antunes, Anna Mulayert, Marcelo Masagão, Paulo Miklos e dos espetáculos da ECA e do CPT.
eu quero caminhar pela avenida paulista!
eu sou paulistana meu!
de Jair Oliveira, do Bexiga e da Vila Madalena.
eu amo Céu, Dona Zica, Luiz Tati e Tom Zé.
eu assisto Terça Insana, eu tenho saudades do dog da USP, do Espaço Unibanco, da breja gelada do BH e do PF do Estadão.
sou fã do Arnaldo Antunes, Anna Mulayert, Marcelo Masagão, Paulo Miklos e dos espetáculos da ECA e do CPT.
eu quero caminhar pela avenida paulista!
eu sou paulistana meu!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
entre um B e outro... aqui vou eu!
eu tentei me apaixonar por vc.
perdidamente. é, perdidamente pq pra mim é assim, é sempre coisa de pele.
tem que bater os olhos e sentir algo diferente no primeiro momento.
e foi mais ou menos assim. a primeira vez que bati os olhos em você te senti diferente, claro, todo mundo sente vc assim... não deu pra sacar logo de cara qual era a tua, qual era a minha, mas eu sabia que ia rolar alguma coisa.
rolou.
rolaram dois anos de entendimentos e desentendimentos.
me senti extremamente solitária contigo. você não conseguiu me abraçar do jeito que eu precisava, não me acolheu como eu queria ou imaginava.
mas me deu algo que eu jamais vou esquecer e nunca vou conseguir retribuir: maturidade!
você me obrigou a viver, a pensar em coisas que eu jamais imaginei sozinha. aos trancos e barrancos você me fez crescser. obrigada!
eu te agradeço com a alma, e te peço desculpas por ter que te deixar pra trás.
eu tentei mesmo me apaixonar, me esforcei, dei o melhor de mim nos últimos meses, mas foi o meu máximo. você também não colaborou muito... existem milhares de coisas em você que são assim há 48 anos e não vão mudar. paciência. eu não te condeno, não te culpo, apenas entendo e tiro meu time de campo.
é isso brasília. valeu por cada momento.
mas botucatu me espera com a certeza de um amor incondicional. repleta de ipês coloridos, de morros, subidas, descidas, esquinas... ah! com milhares de esquinas! e casarões do século passado! e ruas de paralelepípedo e praças! muitas praças!
eu proponho um acordo. nosso caso será diferente. um novo caso de amor.
eu volto sempre que puder. uma vez por mês no mínimo. e aprendi a te respeitar como tu és. e a gente vai caminhando. estou pensando em novas formas de viver a nossa relação.
é isso.
perdidamente. é, perdidamente pq pra mim é assim, é sempre coisa de pele.
tem que bater os olhos e sentir algo diferente no primeiro momento.
e foi mais ou menos assim. a primeira vez que bati os olhos em você te senti diferente, claro, todo mundo sente vc assim... não deu pra sacar logo de cara qual era a tua, qual era a minha, mas eu sabia que ia rolar alguma coisa.
rolou.
rolaram dois anos de entendimentos e desentendimentos.
me senti extremamente solitária contigo. você não conseguiu me abraçar do jeito que eu precisava, não me acolheu como eu queria ou imaginava.
mas me deu algo que eu jamais vou esquecer e nunca vou conseguir retribuir: maturidade!
você me obrigou a viver, a pensar em coisas que eu jamais imaginei sozinha. aos trancos e barrancos você me fez crescser. obrigada!
eu te agradeço com a alma, e te peço desculpas por ter que te deixar pra trás.
eu tentei mesmo me apaixonar, me esforcei, dei o melhor de mim nos últimos meses, mas foi o meu máximo. você também não colaborou muito... existem milhares de coisas em você que são assim há 48 anos e não vão mudar. paciência. eu não te condeno, não te culpo, apenas entendo e tiro meu time de campo.
é isso brasília. valeu por cada momento.
mas botucatu me espera com a certeza de um amor incondicional. repleta de ipês coloridos, de morros, subidas, descidas, esquinas... ah! com milhares de esquinas! e casarões do século passado! e ruas de paralelepípedo e praças! muitas praças!
eu proponho um acordo. nosso caso será diferente. um novo caso de amor.
eu volto sempre que puder. uma vez por mês no mínimo. e aprendi a te respeitar como tu és. e a gente vai caminhando. estou pensando em novas formas de viver a nossa relação.
é isso.
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