pra mim sempre foram duas coisas distintas:
prisão de ventre e intestino preso.
prisão de ventre é quando vc está morrendo de vontade de soltar aquele pum gostoso, sem medo de ser feliz, sem pensar se ele vai ser barulhento, silencioso, alto, baixo, fedido ou... bem, não existe pum cheiroso, mas existe pum sem cheiro. os meus por exemplo são todos assim, sem exceção, enfim, prisão de ventre é quando vc segura seus gases por educação, por vergonha, ou pq seu próprio corpo segura, sabe-se lá qual a razão e daí a causa de dores terríveis... isso é prisão de ventre.
intestino preso é uma outra história, mais problemática eu diria, é quando vc passa alguns dias sem conseguir ir ao banheiro fazer cocô. vc fica literalmente enfezada. não há cristo, mamão ou granola que resolva. pra mim só mesmo yakult. e viva os japoneses.
esse assunto todo porque neste final de semana uma amiga ACABOU com as minhas convicções sem dó nem piedade... vamos aos fatos.
estávamos no carro, voltando do aeroporto quando ela me diz baixinho no ouvido: Tô com prisão de ventre, tá foda!
e eu me senti uma espécie de chapolim colorado versão feminina, eu tinha a solução para este problema dentro da minha singela bolsa! eu não saio de casa sem luftal minha gente! e respondi ao apelo com um sorriso satisfatório:
-sossega, eu tenho remédio na minha bolsa, chegando lá vc toma, e seja o que deus quiser.
e seguimos viagem. minha amiga mais tranquila, eu nem tanto.
assim que chegamos ao nosso destino, sem demora, tirei o frasquinho milagroso da minha bolsa, e entreguei triunfante à minha amiga prestes a explodir, quando veio a bomba (ou quase):
- isa, eu preciso é de um 46!
- caralho, mas prisão de ventre não é a mesma coisa que intestino preso pô!
e foi assim que minha amiga esperou mais um dia.
acho que hoje, finalmente, ela já deve ter resolvido o problema dela, mas eu fiquei ligeiramente triste por saber que prisão de ventre engloba os dois sintomas: pum e cocô preso.
é gente, eu fuçei na internet sim. e descobri que a minha amiga estava certa.
e por hoje é isso.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
quase uma adolescente...
não era possível que mais uma vez iria dar uma importância maior que o normal para as coisas.
não.
definitivamente ela não iria escrever sobre isso.
respirou.
respirou mais uma vez e lembrou o que movia tudo aquilo.
um sentimento adormecido e tranformado, mas nem por isso menos digno ou sem importância.
respirou de novo.
e se sentiu ridícula.
e jogou tudo pra debaixo do tapete.
um dia desses pensaria nisso.
agora era dormir, ou pelo menos tentar.
e se sentiu ridícula de novo.
mas alguém já havia dito que todas as cartas de amor são ridículas... mas aquilo não era amor, e nem havia escrito nada a respeito...
e foi rir um pouco sobre o ridículo.
não.
definitivamente ela não iria escrever sobre isso.
respirou.
respirou mais uma vez e lembrou o que movia tudo aquilo.
um sentimento adormecido e tranformado, mas nem por isso menos digno ou sem importância.
respirou de novo.
e se sentiu ridícula.
e jogou tudo pra debaixo do tapete.
um dia desses pensaria nisso.
agora era dormir, ou pelo menos tentar.
e se sentiu ridícula de novo.
mas alguém já havia dito que todas as cartas de amor são ridículas... mas aquilo não era amor, e nem havia escrito nada a respeito...
e foi rir um pouco sobre o ridículo.
explosão internacional
ela costumava repetir o nome da cidade numa média de três vezes por história que contava.
os amigos, os vizinhos, os vizinhos amigos e os nem tanto... o porteiro, o zelador, o síndico, os patrões e o cobrador de ônibus. todos sabiam que ela viera de botucatu.
ninguém acreditava, pensavam que a cidade era mais uma dentre as milhares que existem no interior de SP, mas não... depois de tantas referências não era possível ser apenas mais uma cidade, era com certeza A cidade.
quando assistiam a corrida e comentavam a performance do massa ela dizia, nasceu em botucatu.
no ônibus? era só ler: caio. fabricado em botucatu!
chovia demais? ela contava a história da chuvarada que levou seu telhado na primeira casa que alugou onde? em botucatu.
uma vez receberam a visita de um prefeito do PT que acabara de se eleger numa pequena cidade do rio grande do sul, e ele era amigo de quem? do prefeito de botucatu.
aviões? embraer-neiva. que fica onde? já sabem...
era assim. o nome da cidade já estava nas rodinhas. todo mundo já sabia o tanto de cachoeiras, de sacis e de artistas que a cidade escondia.
até que ela mesmo teve a grata surpresa...
estavam voltando do aeroporto, traziam uma amiga que acabara de chegar de uma temporada de um mês na espanha, e como num rompante, a recém chegada grita:
- nossa! eu estava no metrô em barcelona prestando atenção nas notícias mundiais que passavam num telão, quando de repente vi: bandidos explodem cadeia em BOTUCATU.
não restava mais dúvida, de um jeito ou de outro, botucatu era internacional.
e ela não teve dúvidas:
- vocês ouviram isso? botucatu, no metrô em barcelona!
os amigos, os vizinhos, os vizinhos amigos e os nem tanto... o porteiro, o zelador, o síndico, os patrões e o cobrador de ônibus. todos sabiam que ela viera de botucatu.
ninguém acreditava, pensavam que a cidade era mais uma dentre as milhares que existem no interior de SP, mas não... depois de tantas referências não era possível ser apenas mais uma cidade, era com certeza A cidade.
quando assistiam a corrida e comentavam a performance do massa ela dizia, nasceu em botucatu.
no ônibus? era só ler: caio. fabricado em botucatu!
chovia demais? ela contava a história da chuvarada que levou seu telhado na primeira casa que alugou onde? em botucatu.
uma vez receberam a visita de um prefeito do PT que acabara de se eleger numa pequena cidade do rio grande do sul, e ele era amigo de quem? do prefeito de botucatu.
aviões? embraer-neiva. que fica onde? já sabem...
era assim. o nome da cidade já estava nas rodinhas. todo mundo já sabia o tanto de cachoeiras, de sacis e de artistas que a cidade escondia.
até que ela mesmo teve a grata surpresa...
estavam voltando do aeroporto, traziam uma amiga que acabara de chegar de uma temporada de um mês na espanha, e como num rompante, a recém chegada grita:
- nossa! eu estava no metrô em barcelona prestando atenção nas notícias mundiais que passavam num telão, quando de repente vi: bandidos explodem cadeia em BOTUCATU.
não restava mais dúvida, de um jeito ou de outro, botucatu era internacional.
e ela não teve dúvidas:
- vocês ouviram isso? botucatu, no metrô em barcelona!
sábado, 29 de novembro de 2008
lolita?
elas bebiam vinho tinto e matavam a saudade quando a cabelo-desbotado trouxe o assunto à mesa.
- essa semana saiu em tudo que é site a "notícia" do namoro entre marcelo camelo e malu magalhães, sei que vc é fã do cara, e aí?
a morena riu.
a loira perguntou quem era marcelo camelo mesmo...
enfim, divagaram sobre relações com homens mais maduros, como no caso do ex-los hermanos, e vice-versa.
sem cair na conversa de pedofilia, tentavam, cada uma a sua maneira, imaginar relações entre homens de sessenta e garotas de dezessete, lembraram "lolita", de vladimir nabokov, citaram o excelente longa de kubrick, e a conversa foi tomando corpo, até que...
- só freud viu... a diferença não existe em um período da relação, mas depois ela grita, te joga na cara aqueles 20 anos de buraco... um no auge de realizações e construções, o outro querendo quietar-se... isso deve ser algum distúrbio... pensa alto a cabelo-desbotado.
- bom, eu tinha dezessete anos quando casei com fulano, na época ele tinha 47, e nós...
pois é... não dava para voltar atrás, não existe dis-dizer alguma coisa, e foi assim, entre risadas, foras, vinho tinto e muita história pra contar que elas comemoraram o reencontro.
e cada um no seu quadrado, sempre.
- essa semana saiu em tudo que é site a "notícia" do namoro entre marcelo camelo e malu magalhães, sei que vc é fã do cara, e aí?
a morena riu.
a loira perguntou quem era marcelo camelo mesmo...
enfim, divagaram sobre relações com homens mais maduros, como no caso do ex-los hermanos, e vice-versa.
sem cair na conversa de pedofilia, tentavam, cada uma a sua maneira, imaginar relações entre homens de sessenta e garotas de dezessete, lembraram "lolita", de vladimir nabokov, citaram o excelente longa de kubrick, e a conversa foi tomando corpo, até que...
- só freud viu... a diferença não existe em um período da relação, mas depois ela grita, te joga na cara aqueles 20 anos de buraco... um no auge de realizações e construções, o outro querendo quietar-se... isso deve ser algum distúrbio... pensa alto a cabelo-desbotado.
- bom, eu tinha dezessete anos quando casei com fulano, na época ele tinha 47, e nós...
pois é... não dava para voltar atrás, não existe dis-dizer alguma coisa, e foi assim, entre risadas, foras, vinho tinto e muita história pra contar que elas comemoraram o reencontro.
e cada um no seu quadrado, sempre.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
cegueira
eu bem queria fazer qualquer outro comentário, mas não rola.
não rola nem ser educadinha...
minha conclusão do festival de brasília esse ano?
gosto é que nem c... mesmo. graças a deus cada um tem o seu.
eu só posso crer nisso.
e tenho dito.
.
.
.
bastidor bem café-com-leite: um passarinho verde me contou que foi o maior quebra pau na reunião de júri. deve ter sido bacana.
enfim, eu sei qual o meu lugar de reles expectadora, nem estudante de cinema ou qualquer coisa parecida eu sou, eu apenas amo, e amor é passional mesmo, então sem o menor embasamento crítico eu digo: vão se foderem! cleópatra o ano passado e esse outro aí esse ano? parem o mundo que eu quero descer... e os melhores filmes receberam o prêmio vaga-lume...
sabem o prêmio vaga lume? aquele onde a comissão é cega. são todos deficientes visuais...
é... cegos.
será?
não rola nem ser educadinha...
minha conclusão do festival de brasília esse ano?
gosto é que nem c... mesmo. graças a deus cada um tem o seu.
eu só posso crer nisso.
e tenho dito.
.
.
.
bastidor bem café-com-leite: um passarinho verde me contou que foi o maior quebra pau na reunião de júri. deve ter sido bacana.
enfim, eu sei qual o meu lugar de reles expectadora, nem estudante de cinema ou qualquer coisa parecida eu sou, eu apenas amo, e amor é passional mesmo, então sem o menor embasamento crítico eu digo: vão se foderem! cleópatra o ano passado e esse outro aí esse ano? parem o mundo que eu quero descer... e os melhores filmes receberam o prêmio vaga-lume...
sabem o prêmio vaga lume? aquele onde a comissão é cega. são todos deficientes visuais...
é... cegos.
será?
Assinar:
Postagens (Atom)

