segunda-feira, 24 de novembro de 2008

soninho

hoje ela só queria dormir.
a terapia foi paulada.
a reunião confusa.
o espetinho delicioso.
a conversa frutífera.
mas o soninho seria dos deuses.
e foi deitar.

domingo, 23 de novembro de 2008

onde?

ela estava sem sono. talvez cansada, mas não com sono.
já havia desligado o computador e queria apenas tentar dormir.
amanhã era o início de mais uma semana, queria estar inteira, pronta.
mas não conseguiu... precisava de alguma forma pensar, refletir, agradecer pelos últimos acontecimentos.
sentia-se estranhamente bem, embora fragilizada.
sentiu dores fortes pela manhã, chorou, amedrontou-se, sentiu mais medo que o normal, se entregou aquilo tudo, farta, exausta de ficar resistindo. e pensou: de novo. quantas vezes ainda terei que me submeter a exames, a incertezas quanto ao meu próprio corpo? quanto tempo ainda vou ficar achando que a máquina que existe dentro de mim está entrando em pane? a pane existe realmente ou só dentro da minha cabeça?
e de tanto pensar chorou novamente. foi quando o telefone tocou.
um convite para um almoço numa quase tarde estranha no cerrado. clima cinza.
e foi. sair de casa , mesmo que por pouco tempo, significaria respirar.
respirou um monte, conversou mais um tanto e voltou pra casa quieta. uma quietude intensa, reconfortante, e cochilou o cochilo dos deuses.
depois foi ao mercado, riu um bocado, passeou entre as gôndolas, comeu pão com salame e muito chocolate na companhia de um vizinho e amigo querido.
e agora era a hora do sono. do reconforto final.
e pensou o quanto era abençoada.
o quanto gostava da sua vida, das suas conquistas, dos seus amigos, dos desconhecidos, das perspectivas, do futuro, do passado, do presente, das ruas que havia passado... do conforto que podia dar a si mesma. e mais uma vez ficou sem entender como era capaz se sentir daquela forma, aquela ambiguidade ambulante... agradecida ao universo e insatisfeita com a vida. como poderia ser diferente? como transcender aquilo tudo? precisava deixar de ser ingrata...
e foi assistir um DVD que era mais fácil.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

nada de pouco

essa semana aconteceram coisas que eu não sei ao certo.
só sei que aconteceram, que tem algo de podre no reino da dinamarca... enfim.
e depois dessa nebulosidade toda, outros dois fatos me fizeram tomar uma decisão:

1 - o post do blog "do meu mundo":
Já não beijo mais sapos. Por favor, não insista.

2 - um poema de um amigo distante:
meu barato agora é outro
meu amor ficou mais caro
não me contento com tão pouco
só me entrego em caso raro!
alessio di pascucci

é isso por hoje.
ah! e vale para amizades também...

sem palavras

cronograma
iphan
cliente
portifólio
tá chovendo
dor nas costas
soninhosozinha
amiga no MSN
fome de doce
licitações
música alta
o tempo não passa
sexta feiraaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

segunda noite

a segunda noite teve um sabor diferente.
esperando a mesma movimentação do ano passado, chegamos cedo à praça de alimentação do cine brasília, e o que nos esperava era outro público, outra energia.
talvez o público seja o mesmo de sempre, mas a energia era outra, diferente... ninguém a procura de "grandes celebridades", apenas pessoas querendo conversar, se encontrar, rever amigos, fazer contatos.
acredito que a diferença se deva a todo o burburinho que se formou na "rádio peão" sobre um festival repleto de documentários. eu confesso que estranhei quando saiu a lista dos selecionados, mas pensei que poderia ser interessante, no mínimo o público seria diferente.
e se alguém sentado na platéia ontem tinha alguma dúvida se daria "certo ou errado", pode dormir tranquilo, o público respondeu muito positivamente e imediatamente.
o longa "o milagre de santa luzia" foi aplaudido já nos primeiros minutos.
eu me emocionei um monte. do início ao fim.
a fala do diretor me pegou. eu não ia ficar pra assistir o filme, estava cansada, queria apenas os curtas, coisa rápida, e voltar pra casa... ledo engano.
"eu prefiro ser vaiado do que perceber uma platéia em silêncio".
e pra melhorar discursou sobre a auto-estima do brasileiro, o momento em que passamos e que temos um olhar mais apurado sobre nossa história, enfim, o público curte documentário sim.
o resto foi só alegria.
dominguinhos caminhando pela estrada e sanfonando com a alma.
pois é. nem preciso contar o resto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

esta noite

divulgando e dançando, divulgando e dançando!
(a la silvio!)
20h30 e 23h30, Cine Brasília
Mostra Competitiva 35mm
A Mulher Biônica, de Armando Praça, 19min, CE
Que Cavação É Essa?, de Estevão Garcia e Luís Rocha Melo, 19min, RJ
O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roizenblit, 104min, SP

longa paulistanooooooooooo!
Cine Brasília
EQS 106/107
61 - 3244 1660
people, o cine brasília é na ASA SUL, por favor hein...

porque ir?
seis mangos o ingresso
longa paulistano
praça de alimentação com petisquinhos gostosos
confraternização geral!
e viva o cinema nacional, sempre!

dominguinhos e renato borguetti

O Milagre de Santa Luzia
Direção: Sergio Roizenblit
Documentário, cor, 35mm, 104min, SP, 2008
O Milagre de Sta Luzia é uma viagem pelo Brasil que toca sanfona, conduzida por Dominguinhos, principal sanfoneiro vivo do país. Entre encontros acompanhados de muita música e reunindo depoimentos de seus principais instrumentistas, o filme faz um mapeamento cultural das diferentes regiões do país onde a sanfona se estabeleceu.
Elenco: Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga,Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy, Toninho Ferraguti, Mario Zan, Osvaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro, Luciano Maia e Quartcheto, Luis Cralos Borges, Edson Dutra dos Serranos, Bagre Fagundes, Telmo de Lima Freitas e Patativa do Assaré.
Produção executiva: Marilia Alvarez
Fotografia: Sergio Roizenblit e Rinaldo Martinucci
Montagem: Sergio Roizenblit
Som: João Godoy, René Brasil e Thiago Bittencourt
Trilha sonora: as musicas são de autoria dos instrumentistas registrados (personagens)Produtora: Miração Filmes Ltda

primeira noite

caraleo.
sem palavras...
prazer, eu sou isabela, e esse é lauro escorel, e eu nem sabia da existência dele. meu deos!

a noite de abertura foi bacana, sempre a mesma xurumela. cervejitas, salgadinhos, refris, algumas caras conhecidas, outras beeem conhecidas, e muitas nunca te vi... enfim, foi isso, flashes e tapete vermelho, mas a fotografia do São Bernardo é algo que precisa ser visto.
restauradíssimo. belíssimo.
essa aí é "o cara".