terça-feira, 11 de novembro de 2008

explode coração

vejam só vcs a ironia da vida.
eu, que tanto faço propaganda da minha cidade-adotada-natal, recebi vários telefonemas de amigos brasilienses nesses dois últimos dias, e justamente para falar da minha eterna botucatu...
virei alvo de chacota no supermercado... pois é... minha terra além de cachoeiras e sacis agora tbm tem dinamite.
e explode delegacias!
como pode?
era uma vez a pacata botucas?

noites frias de verão

essa noite será especial.
tirei meu edredon do armário.
aquele fofo, cheiroso e gigante edredon que me faz companhia nas noites de frio que eu tanto amo.
choveu o dia todo no cerrado.
e amanhã eu nem tenho que acordar cedo.
hummmm.

sábado, 8 de novembro de 2008

não cabe num opala

hoje, além de passar uma boa parte do dia no mercado central (de novo!), fomos conhecer o Usina Unibanco de Cinema e assistir "nossa vida não cabe num opala", de reinaldo pinheiro, roteiro de di moretti...
eu não sei dizer. eu saí do cinema sem grandes reflexões.
o filme não me emocionou, não me pegou de jeito, assim como a personagem de maria luiza maravilhosa mendonça ficou esperando que os rapazes fizessem com ela, que a surpreendessem, eu tbm fiquei a espera de uma bela pegada, mas não rolou...
mas eu não vou falar mal do filme de jeito nenhum pq não achei um filme ruim, só não rolou comigo... recife adorou, foram 6 prêmios.
gostei da luz, da sujeira, dos atores, todos bons demais da conta, com exceção do irmão mais novo, meio cabaço... mas acho que foi essa a intenção do diretor.
pra finalizar utilizo-me da técnica da modernidade: nada como um "ctrl+c ctrl +v", ainda mais qdo a opinião do cara é tão perfeita.
pessoas, leiam a coluna do zanin no estadão, ele sabe o que diz. e sabe o que eu digo tbm...
"...se trata de um filme contundente com seus personagens à beira da marginalidade, ou já imersos nela. Tem lá seus problemas, mas é um filme com assinatura e estilo. Isso, no tempo do fast food, já é uma grande coisa."
Luiz Zanin Oricchio

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

sem post por hora


a pessoa não dorme direito, as oito horas básicas, desde a semana passada.
na terça jurava que trabalharia até às três da tarde pra se preparar pra viagem, mas chegou em casa já era quase oito. recebeu amigos, internetou um pouco e acabou repousando lá pela meia noite...
acordou às cinco e meia da manhã e ligou o automático para conseguir realizar as tarefas mais básicas como escovar o dentes por exemplo, com certeza estava dormindo...
pegaram a estrada por volta das sete e meia e depois de quase dez horas de viagem, entre caminhões, motoristas malucos e obras na pista, finalmente chegaram ao hotel mais famigerado da história... cheirando mofo e sem tranca na porta... (não riam!)
os dois amigos que esperava encontrar aqui deram o cano por motivos de força maior, e depois de toda essa saga ainda tentou tirar forças pra postar no seu abandonado blog, para que a meia dúzia de gatos pingados e fiéis amigos não o abandonem de vez.
enfim, rolou? não... não rolou... ela posta agora, cansada de um dia calorento de trabalho numa terra desconhecida, e sai logo correndo pra tomar um banho e pensar no dia de amanhã.



ah! o IPHAN fica na Casa do Conde, fiquei encantadíssima.

o Mercado Central vai ser nosso alvo de investigações esses dias... pensem na gordinha atacando as castanhas, damascos e azeitonas...


domingo, 2 de novembro de 2008

... não mereço castigo!

essa foi a descoberta do final de semana... bora procurar o CD no submarino pq adorei a força vocal... no especial do Edu Lobo me chamou muita atenção, mas só agora resolvi vasculhar e adorei o que encontrei... curtam: thaís gulin. curitibana.

Tenho no peito tanto medo,
É cedo
Minha mocidade arde,
É tarde
Se tens bom-senso ou juízo,
Eu piso
Se a sensatez você prefere,
Me fere
Vem aplacar esta loucura,
Ou cura
Faz deste momento terno,
Eterno
Quando o destino for tristonho,
Um sonho
Quando a sorte for madrasta,
Afasta
Não, não é isto que eu sinto,
Eu minto
Acende essa loucura
Sem cura
Me arrebata com um gesto
Do resto
Não fale, amor, não argumente
Mente
Seja do peito que me dói,
Herói
Se o seu olhar você me nega
Me cega
Deixa que eu aja como louco,
Que é pouco
No mais horroroso castigo,
Te sigo

sempre bom

"Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons".

* te dou um doce se adivinhar o(s) compositor(es)...

... pois é... foi bem bom.

sábado, 1 de novembro de 2008

ouça um bom conselho

ela estava quieta no seu quarto e inquieta no seu canto.
esperava que algo acontecesse, que o telefone tocasse, que o vento soprasse e o calor esmorecesse.
chegou em casa depois de um exaustivo dia de trabalho e não conseguia pensar em nada além de um banho. uma longa, relaxante e limpante chuveirada... de certa forma esperava que as últimas e incertas palavras que trocaram fosse embora pelo ralo.
palavras rápidas, objetivas, sem carinho "sem coberta", só não havia tapete atrás da porta, mas foram assim: sem emoção.
concentrou-se no banho, no cabelo, na espuma, no perfume do shampoo, no sabonete, na gilette. esquentou e esfriou o chuveiro por diversas vezes sentindo cada sensação de frio e calor vagarosamente, deixando que seu dia terminasse para que a noite iniciasse estrelada.
foi quando no meio de seus devaneios molhados e ensaboados ouviu ao longe o toque do celular.
lei de murphy... fosse quem fosse resolveu que não interromperia seu momento. e assim o fez.
terminou o quase interminável banho e tentou controlar a ansiedade que tomava conta novamente... não conseguiu... se enrolou na toalha correndo e leu com toda curiosidade exacerbada que uma mulher como ela possui: 1 chamada não atendida.
estavam lá... a chamada não atendida, o recado na caixa postal.
e sabem o que era?
nada. não era absolutamente nada.
era um celular perdido no bolso de alguém distante.
um bolso maldito que resolveu fazer uma chamada sem ordens do dono.
ela não poderia saber disso... e retornou a ligação imediatamente.
retornou com uma expectativa fora de propósito, mal colocada, esperando ouvir sabe-se lá o que do outro lado da linha...
e foi assim, com cara de operadora de telemarketing que tentou uma venda fora de hora, que ela desligou o telefone, decepcionadíssima consigo mesma.
decepcionada por ser tão adolescente e achar que um toque de celular poderia mudar o rumo de seu final de semana... e caiu.
caiu na cama emocionalmente exausta.
exausta de solidão, exausta de telefonemas, exausta de tanto calor... e foi pro chuveiro novamente.